Assessores de Flávio Bolsonaro recebiam salário, mas ficavam longe da Alerj

Senador empregou nove parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 02/06/2019 21:55

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), empregou nove parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do pai, no período em que foi deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A informação está em reportagem do jornal O Globo, publicada neste domingo (02/06/2019).

Segundo a reportagem, a maioria deles vive em Resende, no Sul do Rio de Janeiro. Todos estão entre os funcionários que tiveram o sigilo fiscal e bancário quebrado por decisão do Judiciário carioca.

O vendedor aposentado José Procópio Valle e Maria José de Siqueira e Silva, pai e tia de Ana Cristina, moradores de Resende, nunca tiveram crachá funcional da Alerj, de acordo com a publicação.

A irmã de Ana Cristina, Andrea Siqueira Valle, e o primo dela, Francisco Diniz, constaram como funcionários por mais de uma década, mas só existe registro de crachá para o ano de 2017.

Quebra de sigilo
O pedido para quebra de sigilo bancário do senador Flávio Bolsonaro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou haver indícios de que o filho do presidente da República praticou lavagem de dinheiro por meio de transações imobiliárias e de uma organização criminosa instalada em seu gabinete na Assembleia Legislativa (Alerj).

De acordo com a revista Veja, os promotores constataram que entre 2010 e 2017, enquanto deputado estadual, Flávio lucrou R$ 3,089 milhões com os negócios, tendo investido R$ 9,425 milhões na compra de 19 imóveis.

O pedido do Ministério Público foi autorizado no dia 24 de abril. A medida se estende não só a Flávio Bolsonaro: inclui o seu ex-assessor Fabrício Queiroz, outros 88 ex-funcionários do gabinete na Alerj, bem como familiares e empresas de todos os implicados.

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