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Brasil

Marco Feliciano ataca porta-voz da Presidência: "Incompetente"

"Nunca na história deste país um presidente foi tão exposto à imprensa como Jair Bolsonaro", disse o parlamentar, no Twitter

21/07/2019 10:35, atualizado 21/07/2019 10:39
FERNANDO BIZERRA JR/EFE
Marco Feliciano ataca porta-voz da Presidência: “Incompetente”

O deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) usou as redes sociais para atacar o porta-voz da Presidência da República, o general Otávio do Rêgo Barros. Aliado próximo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o parlamentar culpou o militar por expor o chefe do Executivo no café da manhã com jornalistas estrangeiros na sexta-feira (19/07/2019).

O chamou de “incompetente ou mal-intencionado”. “Porta-voz serve para proteger, não para expor. Nunca na história deste país um presidente foi tão exposto à imprensa como Jair Bolsonaro. Alguém se lembra de presidente toda sexta-feira receber jornalistas para café da manhã?”, questionou.

“Além de incompetente, Rêgo Barros é um usurpador, pois porta-voz serve apenas para externar a opinião do Presidente. Quem cuida de relacionamento com a imprensa é o secretário de imprensa. É só ler os artigos 23 e 39 do Decreto 9669. Quem indicou esse cara para o presidente?”, cobrou, pelo Twitter, na noite desse sábado (20/07/2019).

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O ataque ocorre após polêmica causada por um áudio vazado de uma conversa com Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, em que Bolsonaro usa o termo “paraíba”, preconceituoso e ofensivo, para se referir aos governadores da região e, em especial, Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão.

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Ao deixar o Palácio do Alvorada nesse sábado (20/07/2019), para levar sua filha Laura, 8 anos a uma aula de equitação, Bolsonaro comentou o assunto. Jornalistas o questionaram se a declaração não poderia atrapalhar o segundo turno de votação da reforma da Previdência.

“Eles, os governadores, são unidos. Eles têm uma ideologia, perderam as eleições e tentam o tempo todo por meio da desinformação manipular eleitores nordestinos”, retrucou o presidente. Bolsonaro ainda ponderou: “Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba. Eles vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo.”

Desde o início da gestão, Bolsonaro ofereceu sete cafés da manhã para jornalistas, sempre no Palácio do Planalto. Recebeu mais de 100 repórteres, colunistas, editores e apresentadores de TVs, rádios, jornais, sites e revistas de todo o país e também do exterior.

O primeiro encontro foi em 28 de fevereiro. Depois, foram realizados em 13 de março, 5 de abril, 25 de abril, 23 de maio, 14 de junho e outro nesta sexta.