Alto Comando do Exército não promove Rêgo Barros, que vai para reserva

O porta-voz da Presidência da República disputava vagas com outros dois generais. Cúpula mostrou independência do governo Bolsonaro (PSL)

Isac Nóbrega/PRIsac Nóbrega/PR

atualizado 25/06/2019 10:56

O Exército promoveu nessa segunda-feira (24/06/2019) dois generais para integrar o Alto Comando e não incluiu o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros. Com isso, o integrante do governo de Jair Bolsonaro (PSL) irá para a reserva. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O porta-voz disputava uma das vagas com outros dois generais de divisão: o chefe de gabinete do general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, Valério Stumpf, e o comandante da 5ª Divisão de Exército, em Curitiba, Tomás Ribeiro Paiva. Os três são da turma de 1981 da Academia das Agulhas Negras.

Com a escolha, o Alto Comando do Exército mandou um sinal para Bolsonaro de independência. Isso porque a cúpula militar demonstrou insatisfação com as mudanças no governo promovidas pelo presidente há poucos dias.

Na última semana, o chefe do Executivo colocou o general Floriano Peixoto na presidência dos Correios e indicou um amigo para ocupar a vaga da Secretaria-Geral. Bolsonaro também demitiu o chefe da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, bastante respeitado na cúpula militar.  Santos Cruz travou uma disputa com o filho do pesselista e vereador pelo Rio, Carlos Bolsonaro (PSC), e o escritor considerado guru da família, Olavo de Carvalho.

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