“Não tenho nada a esconder”, diz Braga sobre intimação da PF

Além de agendar oitivas, Polícia Federal fez buscas e apreensões autorizadas pelo ministro Edson Fachin

Waldemir Barreto/Agência SenadoWaldemir Barreto/Agência Senado

atualizado 05/11/2019 12:37

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) negou ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira. Ele explicou que o que recebeu foi uma intimação de audiência e que nenhum de seus endereços estão incluídos nas buscas e apreensões autorizadas pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O que me parece é que eu não sofri uma operação. Eu sofri um agendamento de uma oitiva”, disse o senador ao deixar o Palácio do Planalto, onde teria ido conversar, segundo ele, sobre assuntos de interesse de seu estado.

“Eu tornei público o documento que eu recebi para mostrar que eu não tenho nada a esconder e não tenho nada contra as investigações”, disse Braga.

A intimação foi entregue na casa do senador, em Brasília. Ele publicou uma foto do documento em sua rede social. Ao sair da reunião no Planalto, com o documento em mãos, o senador exibiu a intimação aos jornalistas e disse que seus advogados estão tratando de agendar o depoimento.

A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão e medidas de sequestro de bens. Agentes também entregaram intimações para o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

A operação ocorre no âmbito do Inquérito 4707, aberto em maio de 2018 para investigar denúncias de que 10 políticos do então PMDB (atual MDB) teriam recebido repasses ilegais da JBS em um valor total de R$ 40 milhões.

Braga nega ter ligação com qualquer ato ilícito ou com consultorias investigadas pela polícia. “Ao contrário, a transparência com relação à minha atitude e minha atividade política é muito grande. Não tenho relação com nenhuma consultoria de nenhuma ordem de nenhuma natureza”, disse Braga.

“Sempre apoiei as investigações. Agora, sou contra os abusos, os excessos. As pessoas não têm sequer o direito de esclarecer a opinião pública, principalmente quem é um homem público como eu”, ressalvou.

Ao falar sobre os exageros, lembrou a reação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), quando teve o nome citado no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco. “Aí você vê as pessoas reagindo de forma até emotiva, de forma até indignada, como vimos o próprio presidente da República se manifestando dessa maneira”, disse o senador.

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