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O juiz federal Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, enviou ofício ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual afirma que a corrupção não pode ser vista como um “crime menor”.

A manifestação foi anexada ao processo de habeas corpus do ex-presidente da Fecomércio-RJ Orlando Diniz, solto por Gilmar Mendes em 29 de maio. Ele havia sido detido em fevereiro pela Operação Jabuti, desdobramento da Lava Jato. Diniz foi uma das 19 pessoas liberadas pelo magistrado no último mês, todas presas por ordem de Bretas.

“Também foi defendido que casos de corrupção e delitos relacionados não podem ser tratados como crimes menores, pois a gravidade de ilícitos penais não deve ser medida apenas sob o enfoque da violência física imediata”, diz Bretas no documento.

O magistrado afirma ainda que os casos de corrupção cometidos por agentes públicos “têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas”.

Nas últimas semanas, além de envolvidos na Operação Jabuti, Gilmar mandou soltar presos das operações Pão Nosso, Rizoma (como o lobista Milton Lyra) e Calicute (dois integrantes do governo de Cabral).