Paes aos turistas não vacinados: "Não venha, não será bem-vindo no Rio"
Prefeito do Rio celebra decisão que mantém válido o passaporte da vacina e espera "recuperar economia" e um "verão com hotéis cheios"

Rio de Janeiro – “Vamos poder aglomerar, nos reunir e nos abraçar de novo”. O otimismo da previsão do prefeito Eduardo Paes aflorou com a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a liminar que suspendia o chamado “passaporte da vacina”. Com a cidade aderindo à vacinação e respeitando as regras sanitárias, segundo o prefeito, a grande aposta é “recuperar a economia” com foco no turismo e ter um “verão com hotéis cheios” em 2022.
“Não há aqui, por parte da prefeitura, qualquer vontade de cercear a liberdade de qualquer indivíduo. Muito pelo contrário. Mas queremos que, num país assolado pela Covid-19, evitar que pessoas contraiam a doença e eventualmente venham a óbito. Dados apontam que as pessoas que morrem pela doença hoje são, em sua maioria, não vacinados”, argumentou o prefeito, enquanto saudava o ministro pela decisão.
“Um fumante nessa sala não tem liberdade de fumar aqui, porque se convencionou que, se isso acontecesse, prejudicaria os não-fumantes. Não entendo que isso seja um cerceamento à liberdade individual. Temos uma absoluta maioria de pessoas que quiseram se vacinar, que acreditam que a Terra é redonda”, comparou, com ironia.
Além de ajudar a controlar o cenário epidemiológico da cidade, o “passaporte da vacina” é também uma mensagem para os turistas que recusaram a vacina e seguem sem imunização.
“Com o passaporte, dizemos primeiramente ao turista responsável que se vacinou: “Venha com tranquilidade”. Em segundo lugar, dizemos a quem não quis se vacinar: “Por favor, não venha, você não será bem-vindo no Rio de Janeiro”. Essa é uma cidade turística, para turistas. Até a segunda quinzena de novembro, quase 100% dos cariocas estarão vacinados com a segunda dose. Mas não podemos garantir que todos que estarão aqui no verão estarão vacinados”, disse Paes.
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O ritmo da vacinação e a queda dos indicadores que balizam as restrições sanitárias motivam as expectativas do prefeito de que as aglomerações voltem a ser possíveis nos próximos meses.
“Não podemos dizer que nossa cidade está livre da Covid, porque não está. Mas é uma cidade em que há uma proteção, porque as pessoas estão vacinadas. Se nós tivermos a certeza de que aqueles que nos visitarem em fevereiro ou no fim do mês de dezembro estiverem vacinados, vamos poder nos aglomerar, nos abraçar e celebrar a vida”, completou.
Atualmente, a cidade tem 438 pessoas internadas com Covid-19, e a fila por leitos está zerada. A curva de casos confirmados está em queda pela quinta semana consecutiva, e a de óbitos, pela quarta semana consecutiva.















