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Como vai funcionar o passaporte da vacinação na cidade do Rio

Adiada, exigência de comprovante vacinal para ambientes coletivos visa dificultar acesso aos serviços de quem não aderiu à imunização

atualizado

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Vacina da Pfizer contra a Covid-19 no Rio
1 de 1 Vacina da Pfizer contra a Covid-19 no Rio - Foto: Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – Se no futebol “quem não faz, leva”, na pandemia, quem não recebe a vacina – além do risco de adoecer e morrer – pode ser impedido de frequentar ambientes coletivos, tais como cinemas, teatros, academias, estádios, museus, galerias, conferências, entre outros. Para incentivar a imunização, a Prefeitura do Rio determinou como obrigatória a apresentação do Certificado Nacional de Vacinação contra a Covid -19 em certos ambientes.

A medida, que entraria em vigor nesta quarta-feira (1/9), acabou sendo adiada por 15 dias pela Secretaria Municipal de Saúde. O aplicativo do Ministério da Saúde que disponibiliza o documento apresentou instabilidade e divergências nos dados dos imunizados, com ausências de doses aplicadas e conflitos entre as marcas para alguns usuários. Enquanto isso, ações educativas serão colocadas em prática, entre elas auxílio para a obtenção da carteira de vacinação digital por meio do ConectSus.

“Neste primeiro momento, nossos agentes visitarão os estabelecimentos com o objetivo de orientar os funcionários sobre quais informações verificar nos comprovantes de vacinação, como registrar esses dados e o que será cobrado na fase de fiscalização. Vamos ainda esclarecer dúvidas, dar um período de adaptação até termos em prática essa exigência”, explica ao Metrópoles o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

De acordo com Soranz, a expectativa é de que o aplicativo seja normalizado ao longo do prazo ampliado. “Com isso, nesses quinze dias, os estabelecimentos também terão um prazo para estarem preparados para mais esse estímulo à vacinação da população”, completa.

A imunização contra a Covid-19 será condicionante ainda para que as pessoas sejam submetidas a cirurgias eletivas nas redes pública e privada; e sejam incluídas ou mantenham acesso ao Programa Cartão Família Carioca.

“O objetivo é criar um ambiente difícil para aqueles que não querem se vacinar, que acham que vão se proteger sem a aplicação do imunizante e terão uma vida normal. Não terão. Vão ter dificuldades na hora de ter uma cirurgia eletiva, um programa de transferência de renda, e estarão impossibilitadas de terem lazer e trabalho sem se vacinar”, disse o prefeito Eduardo Paes, na última sexta-feira (27/8).

Paes alega ainda que o passaporte vacinal será uma preparação para a reabertura dos serviços e retomada da “situação de normalidade”.

“Estamos chegando em uma fase em que vamos conviver com a doença até que ela seja erradicada. Não faz sentido estar cheio de restrições com todo mundo imunizado. Queremos permitir, num determinado momento, que as casas de shows, teatros e museus possam voltar a funcionar. É de interesse dos donos desses equipamentos culturais que quanto mais rigor na fiscalização mais cedo vamos poder anunciar a reabertura da cidade”, afirmou o prefeito.

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Rio segue com alto risco de contaminação

A ideia de dificultar a vida de quem não aderiu ao programa de imunização é reforçada pelos mais de 180 mil cariocas que não retornaram aos postos para completar seu esquema vacinal – são 50.634 pessoas aguardando a segunda aplicação de Coronavac, 122.652 que precisam da segunda dose de AstraZeneca, e mais 6.991 com a Pfizer em atraso. A SMS reforça que somente o esquema vacinal completo garante a eficácia da imunização.

Até esta terça-feira, 5.062.585 foram vacinadas com a primeira dose, 2.435.201 com a segunda, e outras 138.559 com a vacina de dose única. “Nossa esperança é que essa série de medidas nos ajude a completar a vacinação da segunda dose das pessoas que não voltaram aos postos. Elas colocam toda a população em risco, além de aumentar a ocupação dos leitos hospitalares. É muito importante que a gente ache essas pessoas e, com esses decretos, vamos reforçar a busca ativa por elas para aplicar a vacina”, avalia Daniel Soranz.

Também vilã do atual cenário epidemiológico, a variante Delta segue como principal cepa identificada entre os casos confirmados na cidade. Desde a identificação do primeiro caso de novas variantes até a última sexta-feira, o município contabiliza 1.284, sendo 1.035 residentes. Entre os que moram na cidade, 874 casos da Gamma, 148 da Delta e 13 da Alfa. Dos moradores infectados por essas cepas, 59 faleceram, seis permanecem internados e 970 já são considerados curados.

Desde março de 2020, o município do Rio soma 441.078 casos de Covid-19, com 31.763 óbitos. Em 2021 são 226.084 casos e 12.720 mortes. A taxa de letalidade deste ano está em 5,6%, contra 8,9% em 2020; e a de mortalidade, em 191 a cada 100 mil habitantes, contra 285,9/100 mil no ano passado. A incidência da doença é de 3.394/100 mil, quando em 2020 era de 3.227,5/100 mil.

Doses de reforço

Outra medida para conter o avanço da doença é a aplicação da dose de reforço (DR) nos idosos, serviço que começa  nesta quarta-feira (1/9), com a imunização dos senhores residentes em instituições de longa permanência (ILPI). O plano é vacinar, até 30 de outubro, todas as pessoas a partir de 60 anos que já concluíram seu esquema vacinal na cidade. A DR estará disponível também, a partir de 15 de setembro, para imunossuprimidos em casos específicos, mediante comprovação médica, podendo ser aplicada 28 dias após a última dose do esquema vacinal básico.

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