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Brasil

Rio: obrigatoriedade do passaporte da vacina é adiada para o dia 15

Adiamento vai beneficiar cerca de 500 mil pessoas, que não receberam a primeira dose ou estão com a segunda aplicação atrasada

Bruno Menezes31/08/2021 13:34, atualizado 31/08/2021 14:40
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Aline Massuca/ Metrópoles
Vacina Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – A Secretaria Municipal de Saúde decidiu aplicar as regras do decreto que estabelece a obrigatoriedade de um passaporte vacinal para entrar em locais coletivos só a partir do próximo dia 15. A decisão amplia o prazo para quem ainda não baixou o aplicativo do Ministério da Saúde que disponibiliza o certificado digital de vacinação contra a Covid-19. A plataforma que vem apresentando instabilidade e impedindo que alguns usuários gerem o documento.

O adiamento da exigência do documento deverá beneficiar cerca de 500 mil pessoas, entre as que deixaram de receber a primeira dose e as que estão com a segunda aplicação atrasada. De acordo com o decreto do prefeito Eduardo Paes (PSD), ficaria obrigatória a apresentação do certificado digital ou dos comprovantes de vacinação a partir desta quarta-feira (1/9). A comprovação será exigida em cinemas, academias, estádios, atrações turísticas, museus e outros lugares de uso coletivo.

A mesma exigência será feita de quem precisa passar por cirurgias eletivas ou quer receber auxílio financeiro por meio do Cartão Família Carioca. Com a nova resolução, a SMS vai fazer ações educativas nos locais onde o passaporte será exigido, esclarecendo dúvidas e auxiliando os vacinados a obter o certificado.

Em nota, a SMS informou que o adiamento do prazo se deve “à instabilidade do ConecteSUS”  e “a cobrança pode ser iniciada por cada setor que já se sinta preparado e queira estimular a vacinação, mesmo antes do dia 15”.

“Queremos criar um ambiente difícil para quem não se vacinou, para quem esqueceu a data da segunda dose”, disse o prefeito. “É óbvio que o que a gente faz aqui é uma preparação para a reabertura. Passamos os últimos meses dizendo que as vacinas funcionam. A prefeitura não é babá, a gente não consegue estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Donos de casas e espaços, façam vocês mesmos a fiscalização, porque isso é uma preparação para a volta à normalidade”.

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