Eleição 2026

O que o PT planeja para as propagandas partidárias até junho

Foco é exaltação de pautas de interesse do governo, enquanto partido é pressionado a adotar postura combativa em relação a Flávio Bolsonaro

atualizado

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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula durante Serviço Federal de Processamento de Dados Serpro lançamento do Portal da Reforma Tributária Metrópoles 4
1 de 1 Presidente Lula durante Serviço Federal de Processamento de Dados Serpro lançamento do Portal da Reforma Tributária Metrópoles 4 - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O Partido dos Trabalhadores (PT) prepara as propagandas partidárias para rádio e televisão que começarão a ser exibidas a partir de 23 de abril, conforme calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em meio a críticas de aliados que defendem uma postura mais combativa contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a sigla pretende focar os conteúdos na exaltação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.

O Metrópoles apurou que os programas abordarão temas como a defesa da soberania nacional; a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil; tarifa zero para o transporte público; e o fim da jornada de trabalho 6×1 — que está em análise no Congresso e é prioridade do governo no Legislativo para ser aprovado ainda no primeiro semestre e ser mote de campanha de Lula — relacionada ao descanso, maior tempo de qualidade com a família e lazer; e a exaltação e defesa de ações do governo Lula.

A sigla também pretende relacionar a mudança na jornada de trabalho à redução da sobrecarga das mulheres, frequentemente chefes de família e submetidas a jornadas exaustivas, além de abordar temas como feminicídio e violência contra a mulher. O eleitorado feminino tem deixado de ser o grupo que mais aprova o governo. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 11 de março, a desaprovação entre mulheres superou pela primeira vez a aprovação, com 48% ante 46%.

O governo pretende enviar, nos próximos dias, um projeto de lei com regime de urgência para acelerar a análise do fim da escala 6×1 no Congresso. Paralelo a isso, o PT vai intensificar as mobilizações em torno da pauta às vésperas do 1º de maio, Dia do Trabalhador.

Apesar das críticas internas para que o partido adote uma linha mais ofensiva e reaja aos ataques do Partido Liberal, interlocutores do PT descartam o uso das inserções em rádio e TV para atacar diretamente Flávio Bolsonaro, que aparece colado em Lula nas pesquisas eleitorais.

Os programas contarão com a participação do presidente e do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que disputará o governo de São Paulo nas eleições de outubro. Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Milena Teixeira, a participação do titular do Planalto foi gravada no dia 28 de março.

Regras

As propagandas partidárias têm como finalidade divulgar a ideologia, os programas e os projetos dos partidos políticos. O espaço não pode ser utilizado para promover pré-candidatos. Embora seja exibido todos os anos, em anos eleitorais o material deve ir ao ar apenas no primeiro semestre, antes das convenções partidárias.

A regra busca evitar sobreposição com a propaganda eleitoral, que começa em agosto e tem como objetivo influenciar diretamente o voto do eleitorado por meio da apresentação de candidatos e propostas.

As inserções partidárias, veiculadas a partir de fevereiro, são exibidas às terças, quintas e sábados, entre 19h30 e 22h30, nos intervalos da programação de emissoras de rádio e televisão nacionais e estaduais.

O PT tem peças com duração de um minuto previstas para exibição até 30 de junho.

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Fernando Haddad (PT) e Lula (PT)
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O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad em cerimonia do governo
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Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Divulgação
Fernando Haddad (PT) e Lula (PT)
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HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
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O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad em cerimonia do governo
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O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad em cerimonia do governo

Hugo Barreto/Metrópoles
Presidente Lula (PT)
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Presidente Lula (PT)

Vinícius Schmidt/Metrópoles

 PL aposta em IA e posts pagos

  • O perfil nacional do PT tem apresentando uma atuação mais moderada nas redes sociais, alternando críticas a Flávio Bolsonaro com publicações sobre ações do governo e pautas positivas para Lula. Já o perfil do partido na Câmara dos Deputados, é mais combativo e tem apostado em vídeos que trazem parlamentares criticando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
  • Já o PL tem investido em imagens e vídeos gerados por inteligência artificial (IA) para atacar Lula. Temas como a alta de preços dos combustíveis, por exemplo, estão sendo usados para tentar deteriorar a imagem do petista.
  • O partido de Valdemar Costa Neto também investe no impulsionamento de publicações. Como mostrou o Metrópoles, entre 25 de dezembro e 24 de março, o PL investiu R$ 131,4 mil em 34 anúncios na Meta (Instagram e Facebook).
  • Os anúncios mais recentes destacam o desempenho de Flávio em pesquisas e abordam a saúde de Jair Bolsonaro. Entre janeiro e fevereiro, as peças foram mais focadas em críticas ao governo Lula.

Ofensiva nas redes

Nas redes sociais, o PT pretende intensificar a comparação entre ações do governo Bolsonaro e do governo Lula.

A estratégia também inclui confrontar a trajetória de Flávio com a do presidente e resgatar reportagens sobre investigações envolvendo o parlamentar, como o caso das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, além de sua relação com a mílicia do Rio e a suposta influência dele na gestão de hospitais federais no estado.

Outra linha será associar o senador ao pai. O partido também pretende criticá-lo por declarações sobre soberania nacional. Em evento nos Estados Unidos, no fim de fevereiro, Flávio afirmou que o Brasil seria uma “solução” para reduzir a dependência norte-americana da China em minerais críticos e defendeu o monitoramento das eleições brasileiras, o que gerou reações negativas no governo e entre aliados.

Segundo fonte da sigla, os conteúdos evitarão adjetivações diretas e buscarão apresentar “a história real” do senador. “Será Flávio por Flávio”, disse, sob reserva.

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