Novo aciona PGR e PF para afastar Toffoli do Caso Master
Parlamentares do Novo pedem investigação sobre Toffoli por suposta aproximação com dirigentes do banco após polêmica sobre cassino
atualizado
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Parlamentares do Partido Novo protocolaram, nesta segunda-feira (26/1), ações na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) para apurar a atuação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso do Banco Master. A sigla pede, entre outras medidas, a instauração de inquérito e o afastamento do magistrado da relatoria.
Um dos motivos apontados pelos deputados Adriana Ventura (SP) e Marcel van Hattem (RS) e o senador Eduardo Girão (CE), é o resort Tayayá, construído em Ribeirão Claro (PR) pela família de Toffoli e que, conforme revelou o Metrópoles, tem um cassino.
Ações do hotel foram adquiridas por um fundo que tinha como investidor o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O magistrado também foi criticado pela atuação na segunda fase da Operação Compliance Zero, quando decidiu que as provas reunidas na investigação ficariam sob custódia da PGR, e não da própria PF, como é praxe em inquéritos policiais.
“A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam agir com independência e cumprir seu dever constitucional. A sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser varrido para debaixo do tapete”, declarou Van Hattem (Novo-RS) em nota.
“Nesse contexto, os fatos narrados apontam para a possível utilização de interpostas pessoas (parentes), estruturas societárias complexas e operações transnacionais como instrumentos destinados a afastar o patrimônio da esfera de rastreamento estatal e dificultar a identificação de sua real titularidade”, declarou um dos pedidos feito pelo Novo.
