Andreza Matais

Toffoli foi a resort nas mesmas datas que jatinho de dirigente da JBS

Voos de jato de dirigente da J&F coincidem com datas em que Dias Toffoli esteve no resort Tayayá, no Paraná. Avião passou por Brasília

atualizado

metropoles.com

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O jatinho de um dirigente da J&F, a multinacional frigorífica, fez duas viagens de Brasília ao Paraná nas mesmas datas em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli esteve no resort Tayayá.

A aeronave bimotor, da fabricante Pilatus, está registrada em nome da empresa Petras Negócios e Participações, firma do advogado Paulo Humberto Barbosa. Ele mantém sociedade com um dirigente da J&F, grupo frigorífico dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Desde o início de 2025, o jato tem feito trajetos frequentes entre Ourinhos (SP) — aeródromo mais próximo ao resort Tayayá — e Goiânia, cidade onde Paulo Humberto reside. Em dezembro de 2025, no entanto, esse percurso foi desviado duas vezes para passar por Brasília. A primeira, no dia 19 de dezembro, e a segunda, no dia 22 do mesmo mês.

As datas coincidem com os períodos em que o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) destinou seguranças para acompanhar ministros do Supremo em Ribeirão Claro, município onde está localizado o resort.

Como revelou a coluna, dados do TRT indicam que o ministro esteve no Tayayá ao menos sete vezes desde que o empreendimento foi vendido a Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025.

Ligado à J&F, Paulo Humberto nega ter relação com o ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao ser questionado pela coluna, ele disse ter visto Dias Toffoli no resort, mas afirmou que não ter “intimidade ou qualquer relação com ele”, e que apenas o comprimentou, “como faço com todos os hóspedes”.

Na semana passada, o advogado afirmou desconhecer “se Dias Toffoli tem casa no Tayayá”. A reportagem do Metrópoles, contudo, esteve no resort e apurou que funcionários do local identificam Dias Toffoli como proprietário do empreendimento.

Além da aeronave de Paulo Humberto, o repórter Dimitrius Dantas mostrou, no jornal O Globo, que o avião do empresário Luiz Pastore realizou voos entre Ourinhos e Brasília entre março e agosto do ano passado. Essas viagens também coincidem com a presença dos seguranças do TRT em Ribeirão Claro, com a missão de proteger ministros do STF.

Em uma dessas viagens, Dias Toffoli teria passado pelo resort antes de seguir para o Peru, onde assistiu à final da Libertadores de 2025.

O ministro Dias Toffoli foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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