Moro critica requerimento do PT contra ele na CPMI do INSS: “Ridículo”

Senador disse que nunca lidou com descontos do INSS e criticou PT por, segundo ele, tentar criar “cortina de fumaça”

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Sergio Moro
1 de 1 Sergio Moro - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) reagiu nesta segunda-feira (25/8) ao pedido do PT para que ele seja convocado a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Em publicação na rede X (antigo Twitter), o ex-juiz classificou a solicitação como “ridícula” e alegou que o partido tentar criar “cortina de fumaça”.

“Vejo que o PT, desesperado por erguer cortina de fumaça, quer me convocar para depor na CPMI do INSS. O Ministério da Justiça e Segurança Pública que comandei nunca lidou com descontos em aposentadorias ou pensões, então o requerimento é ridículo. Apesar disso, posso ir de bom grado falar, pois sou especialista em desmontar os esquemas de roubo do PT e posso dar informações sobre como eles funcionam. Eu não tenho, igual ao Lula, irmão que preside sindicato beneficiado pela fraude contra os aposentados. E foi o Lula e não eu quem nomeou o ex-presidente do INSS que é suspeito de receber propina”, escreveu Moro.

Moro deve ser convocado a depor

O senador fez referência à iniciativa do deputado federal Rogério Correia (PT-MG), que busca convocar Sergio Moro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para depor na CPMI.

Segundo Correia, após a extinção do Ministério do Trabalho, a competência para autorizar novos sindicatos passou ao então ministro da Justiça, cargo ocupado por Moro no governo Bolsonaro. Nesse período, ele argumenta que teria ocorrido a proliferação de entidades suspeitas de praticar descontos irregulares em aposentadorias e pensões.

Na última semana, a CPMI do INSS escolheu sua cúpula: o senador Carlos Viana (Podemos-MG) assumiu a presidência e o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) foi definido como relator.

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.

Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As revelações levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). No total, 38 matérias do Metrópoles foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril, que culminou nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

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