Moraes diz que irmãos Brazão consideravam Marielle “pedra no caminho”

A Primeira Turma do STF retomou, nesta quarta (25/2), o julgamento contra cinco acusados de planejar o assassinato de Marielle Franco

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Segundo dia do julgamento da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) do assassinato da vereadora Marielle Franco
1 de 1 Segundo dia do julgamento da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) do assassinato da vereadora Marielle Franco - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quarta-feira (25/2), o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, com o voto do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

Ao falar sobre as delações premiadas que basearam a acusação de Procuradoria-Geral da República (PGR), Moraes detalhou que Marielle era “uma pedra no caminho” dos irmãos Brazão.

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Familiares de Marielle com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo,
Anielle, o pai, Antônio, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo
Familiares de Marielle Franco acompanham julgamento do caso no STF, em Brasília
Agatha Arnaus, viúva de Anderson Gomes
Anielle Franco e Agatha Arnaus
Familiares de Marielle Franco na Primeira Turma do STF
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Familiares de Marielle Franco na Primeira Turma do STF

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Familiares de Marielle Franco acompanham julgamento do caso no STF, em Brasília
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Ministro Alexandre de Moraes em julgamento do Caso Marielle no STF
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STF subsititui Poderes, diz Aldo Rebelo
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Ministra Cármen Lúcia
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Ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma do STf
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Ministro Flávio Dino
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Ministro Flávio Dino

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Ministro Alexandre de Moraes em julgamento do caso Marielle no STF
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Ministro Alexandre de Moraes em julgamento do caso Marielle no STF

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Ministro Cristiano Zanin
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Ministro Cristiano Zanin

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Ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, acompanha julgamento de Marielle Franco no STF
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Ministra Anielle Franco e o pai, Antônio
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Julgamento do Caso Marielle na Primeira Turma do STF
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“O conjunto probatório carreado nos autos indica que Marielle Franco se tornou um obstáculo ou, no dizer do delator, ‘uma pedra no caminho’. Uma pedra que precisaria ser derrubada. Uma pedra que tinha sido decretada pelos irmãos Brazão”, salientou o ministro.

Anteriormente, o ministro pontuou que os irmãos Brazão acreditavam que a morte de Marielle seria esquecida. Segundo delação de Ronnie Lessa, os irmãos ficaram preocupados quando o caso começou a tomar uma grande repercussão.

Na leitura do ministro, a morte da vereadora foi um recado para parlamentares fluminenses que tentassem contra o domínio Brazão na zona oeste do Rio.

“Na visão dos mandantes, o homicídio se tornou a única saída para preservar os seus interesses estruturados na milícia (…), É um crime por fins financeiros, econômicos, e violência política de gênero, destinado a interromper a atuação de uma mulher pobre, preta, que ousou ir ao encontro aos interesses homens brancos e ricos”, detalhou Moraes.

O julgamento deve ser concluído nesta quarta-feira (25/2). A sessão definirá se Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ); seu irmão, Chiquinho Brazão, ex-deputado federal; e Rivaldo Barbosa, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio, serão absolvidos ou condenados.

“Aqui o recado a ser dado era exatamente esse, como já citei as palavras do delator: não esperavam a repercussão. O erro foi que não esperavam essa grande repercussão”, comentou o ministro.

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