Ministra Cármen Lúcia mantém Paulo Maluf na prisão
Em decisão nesta quinta-feira (21/12), a presidente do STF negou pedido de soltura do deputado federal

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, negou nesta quinta-feira (21) pedido da defesa do deputado federal Paulo Maluf (PP/SP) para suspender a prisão do parlamentar.

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Ver todasMaluf se entregou na quarta (20) à Polícia Federal e deve ser transferido de São Paulo para o Centro de Detenção Provisória (CDP), no Complexo Penitenciário da Papuda, de acordo com decisão da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA defesa alegou má condição de saúde de Maluf como motivo de urgência para a análise do pedido para que ele, pelo menos, fosse encaminhado à prisão domiciliar. Em relação a esse pedido, Cármen Lúcia disse que é preciso haver uma “análise específica e objetiva” e isso deve ser feito pela Vara de Execução Penal e pela unidade prisional.
Na quarta-feira (20), ao determinar a transferência de Maluf para Brasília, o juiz da Vara de Execuções Penais determinou perícia médica no Instituto Médico Legal de Brasília. Só depois desse laudo o órgão decidirá se Maluf deve ir à prisão domiciliar ou não.
“O quadro clínico do sentenciado deverá ser objeto de perícia pelo órgão competente, e intercorrências comprovadas na saúde do condenado deverão ser averiguadas segundo determinado pelo juízo competente no estabelecimento prisional, que será ouvido sobre as condições de prestar a assistência médica necessária. Essas circunstâncias são incompatíveis com a presente via processual, devendo ser adequadamente apuradas e decididas pelo juízo da execução”, disse Cármen Lúcia, em sua decisão.
Nota da defesa de Maluf
Em nota, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que recebeu a decisão da ministra Cármen Lúcia “com o respeito devido, mas com profunda apreensão”. “Entende a defesa que tem o direito claro de ter os embargos infringentes analisados pelo Pleno (do Supremo). Apresenta esta discussão, que tem séria repercussão jurídica, até porque senão o Dr. Paulo terá sido condenado sem o direito ao segundo grau de jurisdição, o que é inconstitucional, teratológico”, destacou.
A apreensão se deve ao estado de saúde do deputado. “A defesa vai até onde pode ir, sempre com ética e usando o legítimo direito de esgotar todos os recursos em nome do cliente e da liberdade. O Pleno do Supremo dirá a última palavra”, finalizou Kakay.
(Com informações da Agência Estado)



