Mendonça cita “Sicário” em voto para manter prisão de Vorcaro
Segunda Turma do STF formou maioria, nesta sexta-feira (13/3), para manter a prisão preventiva dos investigados na Operação Compliance Zero
atualizado
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Ao votar pela manutenção da prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça disse, nesta sexta-feira (13/3), que somente Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, deverá seguir fora da cadeia, porque ele está morto.
“Ante o exposto, voto pelo referendo à medida cautelar, excetuado apenas o comando destinado ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, porque veio a falecer, ocasionando a superveniente perda da eficácia da decisão, especificamente em relação à fração que recaía sobre si”, escreveu.
A Segunda Turma da Corte formou maioria, em plenário virtual, para manter as prisões do banqueiro e do cunhado dele, Fabiano Zettel, e de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, eles integram uma “milícia privada” que atuava para intimidar e ameaçar adversário.
Para o relator, os três devem seguir presos para preservar a apuração do caso.
“Há que se fazer exceção apenas ao comando destinado ao investigado Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, que veio a falecer, ante a superveniente perda de eficácia ocasionada pelo óbito”, acrescentou.
Votaram pela manutenção da prisão preventiva de Vorcaro e aliados os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Falta o voto do ministro Gilmar Mendes. A ação ficará disponível no sistema da Corte até 20 de março.
Morte de Sicário
Luiz Phillipi morreu em 6 de março. A Polícia Federal relatou que ele tentou suicídio na Superintendência Regional da PF depois de ser preso na terceira fase da operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master. Após dois dias internado, foi declarado morto.
Sicário é apontado como um dos contratados da “milícia pessoal” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso na força-tarefa. A investigação aponta que o ele exercia papel central na coordenação operacional de um grupo denominado “A Turma”.
Eles atuavam na coleta de informações, monitoramento e intimidação de pessoas consideradas adversárias, como autoridades, ex-funcionários e jornalistas. O homem tinha uma extensa ficha criminal, com passagens por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito. Ele também já tinha sido investigado por estelionato e associação criminosa.








