CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro e Sicário
Parlamentares também aprovaram a convocação de dois ex-diretores do BC envolvidos no Caso Master
atualizado
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A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11/3) uma série de requerimentos relacionados ao Caso Master, entre eles a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro; e de empresas citadas nas apurações.
O colegiado também convocou dois ex-integrantes do Banco Central investigados: o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana. Segundo a PF, eles mantinham relação direta com o Vorcado e faziam “consultoria informal” para o banqueiro em processos dentro da instituição.
As empresas que tiveram requerimento de quebra de sigilos aprovados são Varajo Consultoria, Participações Imobiliárias e King Locação de Veículos. A Varajo Consultoria teria sido usada para o pagamento de propinas Belline Santana.
Pastor e empresário, Zettel é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro. Ele é considerado um dos homens de confiança de Vorcaro. Na última quarta-feira (4/3), entregou-se à Polícia Federal (PF) após ser alvo de nova fase da Operação Compliance Zero.
Reag investimentos
Ainda nesta quarta-feira, a CPI do Crime Organizado ouviu o empresário João Carlos Mansur (na foto em destaque), fundador da gestora Reag Investimentos, para prestar esclarecimentos sobre operações financeiras investigadas. A oitiva durou menos de uma hora.
O empresário disse que a Reag escolheu “o mais alto nível de governança” e que a administradora de cerca de 700 fundos tinha um conselho “independente” e operações “transparentes”.
Como mostrado pelo Metrópoles, a Reag aparece nas investigações da Polícia Federal por administrar fundos que teriam sido usados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro. A empresa foi liquidada pelo Banco Central no início deste ano.
No depoimento, Mansur ainda confirmou que o Master estava na carteira de clientes da Reag, como também seus acionistas.
Além do caso Master, a Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração do crime organizado no setor financeiro e de combustíveis. Após aquele episódio, João Carlos Mansur deixou o comando do conselho de administração da gestora, que posteriormente anunciou a venda do controle acionário.
“Não somos [uma empresa de] fachada, não temos investidores ocultos”, disse Mansur.
