Mendonça cita “provas robustas” ao autorizar operação sobre o Master

PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Cláudio Castro e ex-dirigentes do RioPrevidência

atualizado

metropoles.com

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Ministro André Mendonça do STF
1 de 1 Ministro André Mendonça do STF - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em decisão que autorizou a oitava fase da Operação Compliance Zero, nesta terça-feira (26/5), que o conjunto de provas levantadas pela Polícia Federal demonstra a suspeita de fraudes financeiras do Banco Master com o envolvimento do RioPrevidência.

“Os autos indicam, com grau de probabilidade exigido no presente estágio investigativo, que a hipótese criminal aventada pela Polícia Federal possui lastro em conjunto robusto de elementos indiciários”, escreveu o relator.

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e de ex-dirigentes do RioPrevidência. É apurado um investimento suspeito feito pelo fundo em ações ligadas ao Master na ordem R$ 3,6 bilhões.

Para Mendonça, houve “aproximação política” e “encontros pessoais” entre Castro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a realização da operação.

Apenas entre outubro de 2023 e outubro de 2025, período que a PF aponta a “aparente crise de liquidez” do Master, foram feitos mais de R$ 2,9 bilhões em aportes pelo RioPrevidência no Master.

“Nesse sentido, a autoridade policial logrou êxito na reconstrução cronológica dos aportes realizados pelo Rioprevidência no Banco Master, primeiro por meio de Letras Financeiras e depois por fundos constituídos para contornar restrições regulatórias, indicando que as aplicações teriam sido precedidas ou acompanhadas de aproximação política, encontros pessoais e rearranjos administrativos no âmbito da autarquia previdenciária estadual”, disse o ministro.

“Alinhamento político”

A Polícia Federal aponta que os aportes do RioPrevidência em letras financeiras do Banco Master não partiam de decisão técnicas, mas dependiam do “alinhamento político” e da “relação pessoal” entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.

Além dos aportes bilionários feitos do fundo previdenciário dos servidores estaduais em letras financeiras do Master, a PF aponta que a relação de “vínculo pessoal estreito” entre Castro e Vorcaro favoreceu a indicação de cargos chaves para a diretoria do RioPrevidência.

 

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