Master: quem são os alvos da oitava fase da Operação Compliance Zero
PF apura um investimento feito pelo Rioprevidência em ações ligadas ao Master na ordem R$ 3 bilhões. Governador do Rio está entre os alvos
atualizado
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Seis pessoas foram alvo da Polícia Federal durante a oitava fase da Operação Compliance Zero, nesta terça-feira (26/5). Entre elas estão o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) (foto em destaque) e ex-dirigentes do Rioprevidência.
- Cláudio Bomfim de Castro e Silva — Ex-governador do Rio de Janeiro
- Ricardo Siqueira Rodrigues — Lobista e empresário
- Deivis Marcon Antunes — Ex-presidente do Rioprevidência
- Eucherio Lerner Rodrigues — Ex-diretor do Rioprevidência
- Pedro Pinheiro Guerra Leal — Ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência
- Fernanda Pereira da Silva Machado — Ex-gerente de controle interno e auditoria do RioPrevidência
As ordens de busca e apreensão foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A força-tarefa investiga um suposto esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. Nesta etapa, é apurado um investimento suspeito feito pelo Rioprevidência em ações ligadas à instituição financeira na ordem R$ 3 bilhões.
Duas empresas também são alvo de investigação da PF: Mídias Promotoras Ltda e Planner Corretora de Valores S.A. Para os investigadores, as companhias podem ter sido usadas para viabilizar fraudes e lavar dinheiro.
“A empresa desempenhou função relevante na engrenagem financeira dos ilícitos, atuando como instrumento de operacionalização e, em tese, de ocultação e dissimulação das vantagens indevidas decorrentes da captação irregular de recursos previdenciários”, diz trecho da decisão de Mendonça.
Operação
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo de nova operação da Polícia Federal sobre aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master. Nesta terça-feira (26/5), policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal.
A PF apura aplicações de cerca de R$ 970 milhões feitas pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelo Banco Central.
O advogado de Cláudio Castro, Carlo Luchione, disse que a defesa ainda não teve acesso às decisões, mas que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.
O Metrópoles entrou em contato com o Rioprevidência, mas não teve retorno. O espaço está aberto.





