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Brasil

BC decreta liquidação extrajudicial da distribuidora de títulos Sefer

Instituição tem classificação S4, ou seja, tem baixo risco para o Sistema Financeiro Nacional. Distribuidora tinha ligação com Banco Master

26/06/2026 08:25, atualizado 26/06/2026 08:56
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Imagem colorida da Fachada do Banco Central

O Banco Central (BC) divulgou, nesta sexta-feira (26/6), a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda., com sede em São Paulo (SP).

A Sefer tem ligação com o caso Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. A instituição é apontada como administradora de uma complexa rede de fundos em que o Banco Master era cotista único.

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A distribuidora está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, ou seja, é menor do que o Banco Master, que tinha classificação S3. Conforme o BC, ela tem “baixa representatividade” no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0004% do ativo total e 0,17% dos recursos administrados de terceiros.

Conforme o Banco Central, a liquidação extrajudicial foi determinada porque houve “comprometimento da situação econômico-financeira da distribuidora”, o que colocou os credores quirografários em exposição a “risco anormal”.

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Credores quirografários são aqueles que têm uma dívida a receber, mas não têm nenhuma garantia real, seja por meio de hipoteca, seja por penhor, seja por privilégio especial sobre o patrimônio do devedor, no caso a Sefer.

A autoridade monetária também justifica que a liquidação extrajudicial teve como razão “graves violações às normas legais que disciplinam a atividade da instituição”.

Em nota, o Banco Central reforça que continuará tomando as medidas necessárias para apurar as responsabilidades “nos termos de suas competências legais”.

“O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis, a partir de hoje, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, diz o BC no comunicado.

A Sefer

A Sefer foi um dos alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, a mesma que culminou na liquidação extrajudicial do congolomerado do Banco Master, iniciada em 18 de novembro de 2025.

O motivo foram desdobramentos de outra ação de 2020, a Operação Fundos Fake. Naquele ano, a Polícia Federal (PF) também tinha como alvo o Banco Máxima, que foi precurssor do Master e Vorcaro.

Em 15 de julho de 2020, a Fundos Fake foi deflagrada para cumprir 71 mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

A Sefer foi criada em 1994, tendo sede na Faria Lima. Documentos da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) indicam que, até dezembro de 2023, ela se chamava Foco.