BC decreta liquidação extrajudicial de corretora de câmbio

Frente Corretora teve falhas graves e situação financeira comprometida. Bens de controladores ficam indisponíveis

atualizado

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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Fachada do Banco Central do Brasil - Copom
1 de 1 Fachada do Banco Central do Brasil - Copom - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira (30/4) a liquidação extrajudicial da Frente Corretora de Câmbio S.A., instituição com sede em São Paulo.

A medida foi tomada após a autoridade monetária identificar o comprometimento da situação econômico-financeira da empresa, além de graves violações às normas que regulam o funcionamento do mercado de câmbio no país.

A liquidação extrajudicial é um procedimento previsto na legislação para casos em que instituições financeiras ou autorizadas a operar pelo BC deixam de apresentar condições adequadas de funcionamento.

Nessa modalidade, a própria autoridade monetária assume a condução do processo, com o objetivo de encerrar as atividades da empresa de forma ordenada, preservar o sistema financeiro e proteger credores.

Segundo o BC, a corretora tinha baixa relevância no Sistema Financeiro Nacional (SFN). Enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, categoria que reúne instituições de menor porte, a Frente Corretora ocupava a 78ª posição no ranking de câmbio da autoridade monetária.

Dados de 2025 mostram que a participação da empresa era limitada, as operações realizadas representaram 0,021% do volume financeiro movimentado no mercado de câmbio e 0,054% do total de transações cursadas no sistema.

Irregularidades e situação financeira

De acordo com o BC, a decisão de liquidar a instituição foi motivada por dois fatores principais: a deterioração da saúde financeira da corretora e a identificação de infrações consideradas graves às regras legais e regulatórias.

Embora a autoridade monetária não detalhe, na nota, quais normas foram descumpridas, esse tipo de enquadramento geralmente envolve falhas em controles internos, descumprimento de exigências operacionais ou irregularidades na condução das atividades autorizadas.

A combinação de fragilidade financeira com problemas de conformidade é um dos principais gatilhos para a adoção de medidas mais duras por parte do BC, como intervenção ou liquidação.

Com a decretação da liquidação extrajudicial, a Frente Corretora deixa de operar e passa a ter sua administração substituída por um liquidante nomeado pelo Banco Central.

Esse responsável ficará encarregado de levantar os ativos e passivos da instituição, pagar credores conforme a ordem legal e conduzir o encerramento das atividades.

Além disso, o Banco Central informou que seguirá adotando as medidas necessárias para apurar responsabilidades no caso. As investigações podem resultar na aplicação de sanções administrativas e no envio de informações a outros órgãos competentes dependendo dos desdobramentos.

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