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Eleições 2026Brasil

Marinho: proibição das visitas de Flávio a Bolsonaro afeta a campanha

Coordenador da pré-campanha chamou medida de "mais uma arbitrariedade" do ministro Alexandre de Moraes

13/07/2026 16:32, atualizado 13/07/2026 16:33
Luis Nova/ Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
Senador Rogério Marinho

O coordenador da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (13/7) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 90 dias as visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em prisão domiciliar.

Segundo o senador, a medida é “mais uma arbitrariedade” e deve prejudicar a condução da campanha do filho mais velho do ex-presidente.

“É evidente que atrapalha, né? E me parece que termina impedindo que o maior líder da direita se comunique com o seu pré-candidato, que por acaso é seu filho. Além disso, há um vínculo familiar”, afirmou Marinho.

Na avaliação do coordenador da pré-campanha, a decisão de Moraes representa uma “mudança de critério” justamente em um momento de articulação eleitoral.

O ministro determinou a suspensão das visitas após concluir que Flávio Bolsonaro desrespeitou a decisão que proíbe Jair Bolsonaro de utilizar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”.

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Para Moraes, a leitura de uma carta escrita pelo ex-presidente durante uma transmissão nas redes sociais seria um desvio do direito de visita.

Ao comentar a decisão, Marinho lembrou que, em dezembro do ano passado, o próprio Alexandre de Moraes autorizou Jair Bolsonaro a conceder uma entrevista e questionou por que a leitura da carta teria tratamento diferente.

“Qual é o grau de importância ou de dano que uma carta tem em relação a uma entrevista num veículo de imprensa que tem um site na internet? Me parece que não houve nenhuma mudança de lá para cá. A cautelar é a mesma, a sentença já havia sido proferida, a pena já estava sendo cumprida”, questionou.

O senador também criticou o que classificou como uma situação de “incomunicabilidade” imposta ao ex-presidente, afirmando que a restrição é incompatível com a Constituição.

“Criminosos empedernidos podem falar, podem conversar com as pessoas, podem dar entrevista. Não é o caso do presidente Bolsonaro”, declarou.