Marinha não revela custos para consertar veleiro que bateu em ponte

Cisne Branco colidiu com uma ponte que liga Guaiaquil à Ilha de Santay, no Equador. Para o reparo, foi necessário importar peças

atualizado 14/12/2021 21:03

Vídeo: Navio da Marinha bate em ponte de pedestres no EquadorReprodução/ Redes sociais

A Marinha Brasileira (MB) se recusou a informar os valores gastos para reparar o navio-veleiro Cisne Branco, que colidiu com uma ponte no Equador, na tarde do dia 18 de outubro deste ano.

Foram danificadas as peças de mastreação do navio. Devido à singularidade do Cisne Branco, peças precisaram ser importadas.

O Metrópoles solicitou os custos do conserto via Lei de Acesso à Informação (LAI), mas a Força alegou que um procedimento administrativo ainda analisa o acidente, o que impossibilita a divulgação da íntegra do processo antes da conclusão.

“Ademais, alguns reparos foram realizados pelos próprios militares do navio e outros dependeram da aquisição/fabricação de peças no mercado exterior. Por esse motivo, devido às especificidades dos serviços, tornar-se-ão imprecisos quaisquer valores divulgados”, sustentou a Marinha, na resposta.

A negativa é passível de recurso, que já foi encaminhado.

O Cisne Branco é considerado uma joia da Marinha. Exerce funções diplomáticas e de relações públicas. A sua missão, segundo a própria Força, é representar o país em eventos náuticos nacionais e internacionais, divulgar a mentalidade marítima e preservar as tradições navais.

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O veleiro colidiu com uma ponte de pedestres que liga Guaiaquil à Ilha de Santay, no Equador.

A embarcação havia chegado no dia 15 de outubro ao porto de Guaiaquil, após participar das comemorações dos 200 anos da Marinha de Guerra do Peru. O Cisne Branco foi arrastado por uma corrente marítima, segundo a Marinha do Equador, e se chocou com a ponte.

Um barco rebocador tentou retirar a navegação brasileira do local, mas acabou virando.

Vídeos registrados por populares mostram a colisão. “Alguns tripulantes pularam na água, eram marinheiros”, contou um cidadão equatoriano ao jornal El Universo, após o acidente.

Setenta e quatro militares estavam no momento do acidente, segundo a Marinha. Não houve óbitos. Segundo informado pela corporação via LAI, hoje o Cisne Branco já se encontra “operacional e navegando”.

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