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Mãe é presa suspeita de atear fogo em seu bebê e ocultar corpo dele

Polícia foi chamada por testemunha que viu cachorro arrastar algo por rua de Anápolis e, em seguida, viu que era o corpo de recém-nascido

Cleomar Almeida12/05/2021 17:00, atualizado 12/05/2021 18:23
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Divulgação: PCGO
Mãe é presa suspeita de atear fogo em seu bebê e ocultar corpo dele

Goiânia – Uma jovem de 24 anos foi presa, em flagrante, na tarde desta quarta-feira (12/5), por suspeita de matar seu bebê, nascido há seis dias, atear fogo nele e ocultar o cadáver, em Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia. O corpo foi encontrado totalmente carbonizado.

O Metrópoles teve acesso ao registro de ocorrência da Polícia Civil. De acordo com o documento de investigação, o corpo do bebê foi encontrado com uma pulseirinha de identificação geralmente usada em hospital.

Como o recém-nascido foi morto com apenas uma semana de vida, de acordo com a ocorrência, os peritos conseguiram identificar o nome da mãe pela própria pulseirinha.

Segundo registro da Polícia Civil, uma pessoa viu um cachorro arrastando algo pela rua, no Bairro Cerejeiras, gritou com o animal para que soltasse o que quer que fosse e, logo em seguida, ao se aproximar do local, percebeu, horrorizada, que se tratava do corpo de um bebê.

A testemunha, então, chamou a Polícia Militar, que isolou a área e acionou as equipes da Polícia Civil. O Instituto Médico Legal (IML) também esteve no local e levou o corpo para ser periciado.

Imagens de segurança flagraram o momento em que a mulher deixa a criança no lote. Veja:

https://www.youtube.com/watch?v=ObxG4zEhmKI

De acordo com a investigação, a cerca de 30 metros do local em que foi encontrado o corpo, há um lote com mato queimado recentemente.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Wlisses Valentim, a mulher teria tentado interromper a gravidez, mas não obteve êxito e decidiu por fim a vida da crianças após o nascimento. De acordo com ele, em depoimento, a mulher disse que não sabia se o bebê estava vivo ou morto quando ateou fogo.

O Metrópoles não localizou contato de familiares e advogado da mãe, já que o nome dela não foi divulgado.

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