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Brasil

Lula sobre tarifaço: "Nunca encontramos reciprocidade na negociação"

Segundo o presidente, o governo brasileiro não encontrou reciprocidade nas negociações com os Estados Unidos

22/07/2026 16:26, atualizado 22/07/2026 16:43
BRENO ESAKI/METRÓPOLES
Lula ao microfone - Metrópoles - Tarifaço: governo estuda socorro aos setores nos moldes de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (22/7), que o governo brasileiro nunca encontrou reciprocidade nas negociações com os Estados Unidos (EUA) com relação às tarifas de 25% impostas pelo governo norte-americano.

“Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas de negociação, eu fui aos EUA, ficamos 3 horas, o [ministros] Márcio, Alckmin, Dario e a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, disse durante coletiva de imprensa para detalhar a nova fase do Plano Brasil Soberano, que vai liberar R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento.

De acordo com ele, o Brasil não vai sair da mesa de negociação, mas não deve se curvar ao governo norte-americano e deve atuar para abrir novos mercados.

“Vamos ficar na mesa de negociação. Se quiser participar, participe. Se quiser mandar tweet, que mande. Nós não vamos ficar chorando produtos que não vendemos para eles, vamos procurar outros”, afirmou.

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Tarifaço contra produtos brasileiros

Os EUA decidiram, no dia 15 de julho, taxar as exportações brasileiras em 25% após uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre práticas comerciais brasileiras.

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Após a conclusão da investigação, o governo brasileiro tentou negociar com representantes norte-americanos. No entanto, o diálogo entre as equipes não resultou em reversão das taxas. O governo do Brasil se pronunciou sobre o assunto e condenou a imposição de tarifas, chamando a medida de desproporcional e inaceitável.

Lista de exceção

Apesar da aplicação das tarifas, os EUA apresentaram uma lista de exceções para produtos que são considerados essenciais para a cadeia de consumo norte-americana, buscando evitar um aumento nos preços internos, como aconteceu no tarifaço anunciado em 2025.

Café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja ficarão fora do novo tarifaço.

Veja os produtos que serão impactados: 

  • Produtos industriais e máquinas: maquinário agrícola, equipamentos de mineração, ferramentas de jardinagem e componentes de borracha para veículos.
  • Bens de consumo: calçados, vestuário e papel.
  • Commodities e alimentos: etanol, açúcar orgânico e molduras de madeira.
  • Celulose de dissolução: celulose de dissolução de alta pureza, que foi removida da lista de isenções proposta anteriormente.
  • Produtos químicos de uso geral: certas substâncias químicas só estão isentas quando destinadas a aplicações farmacêuticas; o uso dessas mesmas substâncias em outras indústrias será taxado.