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Milena Teixeira

CNI articula nova missão aos EUA em meio ao tarifaço

Presidente da CNI, Ricardo Alban lista big techs, terras raras e patentes como ativos para negociar com os Estados Unidos

22/07/2026 10:31, atualizado 22/07/2026 11:08
Michelli Fioravanti/CNI
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, conversa com interlocutor e gesticula com a mão esquerda levantada

Em meio às tentativas de negociação do governo Lula com os Estados Unidos sobre o tarifaço, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, disse que negocia com o governo federal a inclusão de uma sétima missão na Nova Indústria Brasil (NIB).

A proposta prevê a atuação coordenada da CNI, do Senai, do Sesi e do IEL, em parceria com o Ministério da Indústria, além de federações estaduais da e associações setoriais.

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“Estamos discutindo com o governo a inclusão da sétima missão na NIB, que seria de apoio ao comércio internacional, de modo a incorporá-la à Política Industrial”, disse.

Segundo Alban, a prioridade, neste momento, é ampliar a lista de exceções às medidas anunciadas pelos Estados Unidos. Na avaliação dele, qualquer discussão sobre eventuais retaliações deve ser precedida de uma análise detalhada dos impactos sobre as cadeias produtivas brasileiras.

“Não se pode falar ou agir sobre retaliações sem uma profunda análise das consequências nas nossas cadeias de produção. Qualquer retaliação representa um impacto ainda maior na nossa competitividade, inclusive para que possamos buscar mercados alternativos”, afirmou.

O dirigente pontuou que o Brasil ainda dispõe de ativos importantes para a negociação, como o fornecimento de terras raras, investimentos em data centers, a regulação das big techs e temas ligados ao registro de marcas e patentes.

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Como a coluna mostrou, na semana passada, a CNI enviou carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando a continuidade das negociações e a inclusão dos setores produtivos dos dois países na mesa de diálogo.

“Eu, pessoalmente, enviei correspondência ao presidente dos EUA solicitando que as negociações continuem e que os setores produtivos de ambos os países sejam incluídos na mesa. Também temos buscado contribuir com o MDIC. Além disso, enviamos uma carta conjunta com a US Chamber e a Amcham ao USTR”, declarou.