Lula manda Durigan avaliar impacto de ação dos EUA sobre PCC e CV
Durigan disse que intenção é evitar prejuízos para economia do país após decisão dos Estados Unidos
atualizado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião nesta segunda-feira (1°/6), que avalie os possíveis impactos da decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como terroristas para bancos e empresas brasileiras.
“Vamos seguir combatendo as organizações criminosas, então nós insistimos nesse ponto e evitar que haja prejuízo irreal, fantasioso para nossa economia. Nós temos que evitar isso a todo custo. É uma grande injustiça”, declarou Durigan.
O governo teme que empresas brasileiras possam ser alvos de sanções devido à medida dos Estados Unidos. Uma das preocupações também envolve o Pix.
“O que pode acontecer de maneira muito despropositada é que pode-se considerar, a partir de uma informação que chega às autoridades norte-americanas, dizendo que facções estão usando Pix e, portanto, um ataque ao Pix, uma suspensão ao Pix, uma medida que vem de uma corte norte-americana que constrange bancos”, afirmou em entrevista à Globo News.
Nesta segunda-feira, Durigan também disse que pode entrar em contato com os Estados Unidos para discutir as medidas, mas que avalia que não cabe ao Brasil ficar em um lugar de “vassalagem”. No entanto, ele destacou que deve entrar em contato com o país no momento que considerar oportuno.
“Eu não tenho nenhum problema em entrar em contato com eles e explicar o que pode ser feito, eu posso ligar a qualquer momento, mas não cabe ao Brasil estar em um lugar de vassalagem e ligar aos EUA a todo momento, isso está sendo discutido internamente. Essa medida foi designada quinta, passamos o tempo conversando, no meu tempo eu vou fazer o contato com eles”, disse em entrevista ao SBT News.
Na última quinta-feira (28/5), os EUA classificaram as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas em uma ação duramente criticada pelo governo brasileiro.
Com informações da Agência Brasil