“Lessa vai te pegar, cuidado com a metralhadora”, diz vereadora Benny

Ronnie Lessa é acusado das mortes de Marielle e Anderson. Benny Briolly, vereadora trans mais votada do PSol em Niterói, recebeu ameaças

atualizado 14/05/2021 13:41

Benny BriollyReprodução/Instagram

Rio de Janeiro – “Ronnie Lessa vai te pegar, cuidado com a metralhadora”, disse a vereadora trans mais votada de Niterói, Benny Briolly, do PSol, em live com integrantes do partido nesta sexta-feira (14/5). Ela deixou o país após receber ameaças.

Lessa está preso acusado das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018.  Segundo a parlamentar, as ameaças chegaram por cartas, redes sociais, inclusive no Parlamento. “Diziam que caso não renunciasse iam me metralhar, inclusive com informações pessoais. Foi uma série de ameaças desde o início do mandato que comuniquei à Polícia Civil”, revelou.

O vereador do Rio Chico Alencar (PSol) lembrou as mortes de Marielle e Anderson, cujo os mandantes ainda não foram presos. “Longe e perto com orgulho sofrido e alegria angustiada, a representante da maior votação impedida de exercer seu cargo pelos podres poderes. O estado que deve proteger os cidadãos não deu resposta”, criticou Alencar.

Os psolitas lembraram ainda os 27 mortos acusados de envolvimento com o tráfico de drogas e mais o policial civil André Frias em operação policial na comunidade do Jacarezinho, zona norte, no último dia 6. Eles criticaram o ódio promovido, principalmente, nas redes sociais por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido.

“As palavras de Benny atravessam o nosso corpo”, desabafou a deputada estadual Monica Franciso (PSol). Benny foi a primeira vereadora transexual eleita na cidade, com 4.458 votos. Em nota, a executiva do partido informou que ela acompanhará as sessões plenárias de forma virtual. Procuradas, a Polícia Civil e a Câmara de Vereadores de Niterói ainda não se pronunciaram.

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