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O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), acatou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhou para a Justiça Federal em Goiás inquérito que investiga o governador do estado, Marconi Perillo (PSDB). O chefe do Executivo local perdeu foro privilegiado ao deixar o cargo, no início do mês, para disputar as eleições deste ano.

O inquérito remetido à Justiça Federal foi embasado na delação premiada de ex-executivos da construtora Odebrecht. Segundo os colaboradores, em 2014, o Perillo pediu R$ 50 milhões à empresa para financiar a campanha à reeleição. A empreiteira teria repassado R$ 8 milhões ao tucano.

A defesa de Marconi Perillo nega as acusações. Ele também é réu por corrupção passiva em uma ação penal que tramita no STJ. A PGR pediu que esse segundo inquérito também seja encaminhado à Justiça Federal de Goiás: aguarda decisão do ministro relator.

No último dia 6, o ex-governador se descompatibilizou com o objetivo de participar da campanha eleitoral deste ano. Perillo é cotado como um dos possíveis candidatos à vice-presidência da República na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin.

Além do ex-governador de Goiás, a PGR pediu a remessa a instâncias inferiores de processos relacionados a outros quatro governadores. São eles: Geraldo Alckmin, Carlos Alberto Richa, Raimundo Colombo e Confúcio Moura.