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Justiça

Moraes quer saber se Aras vai investigar Bolsonaro por "gabinete do ódio"

Procurador-geral tem prazo de cinco dias para apresentar uma posição sobre pedido da deputada Perpétua Almeida ao STF

Douglas Amorim24/09/2020 13:47, atualizado 24/09/2020 13:55
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes intimou o procurador-geral da República, Augusto Aras, para apresentar, em até cinco dias, uma posição sobre um pedido apresentado à Corte pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) para investigar o presidente Jair Bolsonaro e os filhos Flávio e Eduardo por empregarem assessores que espalham ataques a adversários nas redes.

O pedido foi apresentado pela deputada em julho após o Facebook banir dezenas de contas que eram usadas pelos assessores, com perfis falsos. Ela alegou que a rede seria composta por 35 contas, 14 páginas e um grupo na plataforma para divulgar e impulsionar notícias sobre política e  Covid-19.

“A Deputada Federal Maria Perpétua de Almeida apresentou notícia de crime em face de Jair Messias Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Em 21 de julho, determinei a abertura de vista à Procuradoria-Geral da República para manifestação. É a síntese do necessário Os autos encontram-se naquele órgão para manifestação desde 22/07/2020. Intime-se a Procuradoria Geral da República para apresentação de manifestação no prazo de 5 (cinco) dias, com consequente devolução dos autos”, escreveu o ministro.

Alexandre de Moraes já investiga o “gabinete do ódio” no inquérito sobre atos antidemocráticos e, também, no das fake news. O pedido da parlamentar, diferentemente, mira o próprio presidente e os filhos.

O ministro pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República no dia 21 de julho. O caso chegou à PGR no dia seguinte e foi encaminhado à assessoria criminal de Aras no dia 28. Até o momento, não houve movimentação alguma dentro do órgão.

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Augusto Aras, procurador-geral da República
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Eduardo Bolsonaro é deputado federal
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes
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Augusto Aras, procurador-geral da República
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