Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Justiça

Médico exonerado por Fux diz que nunca fez algo sem ciência dos superiores

O presidente do STF afastou secretário de Serviços Integrados de Saúde do Supremo após pedido de 7 mil doses de vacina para a Corte

29/12/2020 16:56, atualizado 30/12/2020 10:23
Compartilhar notícia
Igo Estrela/Metrópoles
Cerimônia posse do ministro Luiz Fux na presidência do Supremo Tribunal Federal STF

O médico Marco Polo Dias Freitas, exonerado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, de cargo de confiança, disse que “nunca realizou ato administrativo sem a ciência” de seus superiores. As declarações foram dadas à Folha de S.Paulo.

O servidor, que ocupava o cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte havia seis anos, foi demitido após o pedido de reserva de 7 mil doses da vacina contra a Covid-19 à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para funcionários do tribunal.

Fux afirmou que o gestor solicitou a reserva de vacinas sem o conhecimento dele, ignorando a fila de prioridades da imunização.

Reserva de vacinas

O STF enviou um ofício à Fiocruz pedindo a reserva de 7 mil doses da vacina contra o novo coronavírus, para a imunização de ministros e servidores da Corte e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Da mesma forma, o Supremo pediu ao Instituto Butantan a reserva de 7 mil doses da Coronavac para seus funcionários.

A reserva de vacinas não está prevista no plano de imunização da Covid-19, divulgado pelo Ministério da Saúde na última semana. O STF afirmou ao jornal O Globo que a Fiocruz ainda não respondeu ao pedido.

No ofício enviado à fundação, o diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho, diz que a justificativa para o pedido de reserva da vacina é que os servidores desempenham “papel fundamental no país”, e que muitos deles fazem parte do grupo de risco do coronavírus.