Além de recorrer à Fiocruz, STF pediu ao Butantan 7 mil doses da Coronavac

O ministro Luiz Fux exonerou o secretário de serviços integrados de saúde da Corte, Marco Polo Dias Freitas

atualizado 29/12/2020 17:30

O Supremo Tribunal Federal (STF) pediu ao Instituto Butantan a reserva de 7 mil doses da Coronavac para seus funcionários, assim como para os do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), da mesma forma que havia solicitado à Fiocruz.

De acordo com ofício obtido pelo jornal Folha de S.Paulo, o documento com a solciitação da reserva de doses foi encaminhado em 30 de novembro ao diretor do instituto, Dimas Covas, no mesmo dia em que foi encaminhado o da Fiocruz.

O STF afirmou que tem dois objetivos principais para obter a reserva do imunizante: a vacinação do maior número de pessoas não só do Supremo, como também do CNJ, “que desempenham papel fundamental no país e têm uma grande parcela de pessoas no grupo de risco”.

O outro motivo citado pelo tribunal é que a realização da campanha pela Corte seria uma forma “de contribuir com o país nesse momento tão crítico da nossa história, pois ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando assim com a Política Nacional de Imunização”.

O documento que é assinado pelo diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho, diz ainda que o pedido ocorre “a exemplo do que já fora realizado com a vacina contra a influenza” e que visa atender “à política de promoção da saúde e redução do absenteísmo por causas evitáveis”.

Exoneração

A solicitação de uma reserva da vacina à Fiocruz custou o cargo do secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte, Marco Polo Dias Freitas. De acordo com Fux, ele foi o autor do pedido feito à Fiocruz, sem o seu prévio conhecimento.

Freitas, por sua vez, afirmou que nunca realizou o ato sem a ciência de seus superiores. “Respeito rigorosamente a hierarquia administrativa do STF. Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”, disse.

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