Justiça aceita denúncia do MPF e Frederick Wassef vira réu por peculato

A decisão é da juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo. Outras três pessoas envolvidas no caso também foram denunciadas

atualizado

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Advogado pessoal do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef
1 de 1 Advogado pessoal do presidente Bolsonaro, Frederick Wassef - Foto: Igo Estrela/ Metrópoles

A Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro contra o advogado Frederick Wassef. A decisão é da juíza federal substituta Caroline Vieira Figueiredo.

A magistrada também aceitou denúncia do MPF oferecida contra Marcia Carina Castelo Branco Zampiron, a advogada Luiza Nagib Eluf, o empresário Marcelo Cazzo e o ex-presidente do Sesc do Rio de Janeiro Orlando Diniz.

Wassef é investigado pelo MPF e pela Polícia Federal por suspeitas de lavagem de dinheiro e peculato. Segundo investigações, o advogado teria recebido, de forma irregular, R$ 2,7 milhões de origem pública.

O montante teria sido obtido por meio de contratos realizados entre o escritório da ex-procuradora Luiza Nagib Eluf e a Fecomércio do Rio de Janeiro, segundo a PF. Ao todo, 26 pessoas, entre elas 23 advogados e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, foram denunciadas.

Frederick Wassef atuou na defesa da família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) até junho deste ano, quando resolveu se afastar para, segundo ele, não prejudicar o presidente.

A saída de Wassef da defesa dos Bolsonaros ocorreu dias após a prisão de Fabrício Queiroz, investigado por suspeita de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

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Advogado Frederick Wassef
Advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef é investigado pela PF
Advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, tentou isentar o ex-presidente no resgate de Rolex vendido nos EUA
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Outro lado

Em nota, a defesa de Luiza Eluf afirmou “lamentar profundamente a genérica decisão da Justiça Federal”. As advogadas que representam a acusada disseram que a denúncia ocorreu sem que a ré fosse ouvida pelos procuradores da República.

Ainda no texto, a advogada defendeu que está “confiante de que comprovará sempre ter trabalhado de forma correta e transparente, e não permitirá que falsas acusações maculem sua vida pública”.

“As advogadas Izabella Borges e Maíra Fernandes, defensoras de Luiza Eluf, acreditam que esta perseguição é fruto da chamada Justiça do espetáculo, que é extremamente danosa ao nosso país. Luiza Eluf reforça que não praticou crime algum, que o serviço foi prestado conforme contrato, as notas emitidas, os tributos recolhidos”, disse a defesa.

Márcia Zampirom também disse lamentar o fato de não ter sido ouvida pelos investigadores. A advogada diz que não teve  “oportunidade de demonstrar documentalmente a regular prestação de serviços como advogada à Fecomércio-RJ”.

A defensora chamou, ainda, a denúncia do MPF de “narrativa fática distorcida” e disse se tratar de uma “investigação minimamente aprofundada”.

“Continuo, porém, a acreditar na Justiça brasileira. E, por isso, tenho certeza do reconhecimento judicial da minha inocência, assim  que puder ser ouvida e puder apresentar todos os documentos que provam a minha regular prestação de serviços”, finalizou Márcia.

O Metrópoles tenta contato com a defesa dos demais denunciados. O espaço está aberto para manifestações.

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