CNJ investiga juíza que atacou STF e divulgou canal de bolsonarista

Ludmila Lins Grilo, magistrada do TJMG, também indicou ter participado de evento conservador em Florianópolis

atualizado 21/09/2022 12:49

Juíza Ludmila Lins Grilo, do TJMG

O ministro Luís Felipe Salomão, corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), determinou a instauração de reclamação disciplinar contra a juíza Ludmila Lins Grilo (foto em destaque, ao lado de Olavo de Carvalho), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A magistrada tem feito ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou canal do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos e participou de evento conservador em Florianópolis.

Salomão também notificou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito das milícias digitais, a Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o próprio TJMG. A decisão foi proferida nessa terça-feira (20/9).

Em um dos casos citados por Salomão, a juíza chama o “inquérito das fake news” de “inquérito do fim do mundo”. A ação investiga a existência de organização criminosa que articula ataques contra membros do STF, Congresso e a democracia.

“[Grilo] Tinha como propósito, entre outros, o de externar juízo depreciativo sobre decisões proferidas por órgãos de cúpula do Poder Judiciário, notadamente pelo Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral, postura essa que, em princípio, pode ter violado deveres funcionais inerentes à magistratura”, assinalou o corregedor do CNJ.

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Em um segundo exemplo apresentado por Salomão, Grilo divulga canal usado por Allan dos Santos para driblar decisão do ministro Alexandre de Moraes.

“Verifica-se que, em tese, a publicação da magistrada Ludmila Lins Grilo, divulgando para seus milhares de seguidores o novo canal do sr. Allan Lopes dos Santos, logo após a postagem oficial do Supremo Tribunal Federal sobre decisão que determinara o bloqueio de todos os canais vinculados à referida pessoa, para além de aparentar desrespeito à ordem do Supremo, pode configurar até mesmo crimes tipificados no Código Penal”, afirmou Salomão.

Grilo tem mais de 300 mil seguidores no Twitter e 197 mil no Instagram. Nas redes sociais, ela se apresenta como professora, “sem ideologias e sem firulas”.

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