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Brasil

Justiça de Roraima bloqueia quase meio bilhão da facção Tren de Aragua

Bloqueio atinge o núcleo responsável pela movimentação, ocultação e lavagem de dinheiro da facção venezuelana Tren de Aragua, no Brasil

18/06/2026 17:51, atualizado 18/06/2026 18:31
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Arte/Metrópoles
Justiça de Roraima bloqueia quase meio bilhão da facção Tren de Aragua

A Justiça de Roraima determinou o bloqueio de R$ 429 milhões em contas bancárias e ativos financeiros ligados a investigados apontados como integrantes da estrutura financeira da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. A medida faz parte da Operação Rota do Norte, deflagrada pela Polícia Civil do estado para combater a atuação da organização no Brasil.

Segundo os investigadores, o bloqueio atinge o núcleo responsável pela movimentação, ocultação e lavagem de dinheiro obtido por meio de atividades criminosas, como tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e outros delitos atribuídos à facção. Ao todo, 34 pessoas físicas e jurídicas foram identificadas como suspeitas de participar do esquema financeiro investigado.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações apontam que a Tren de Aragua mantinha uma estrutura voltada ao abastecimento de armamentos para organizações criminosas brasileiras, especialmente integrantes do Comando Vermelho (CV).

As investigações indicam que armas adquiridas nos Estados Unidos, Colômbia e Venezuela eram introduzidas no país por meio de Roraima e distribuídas para criminosos com atuação no Amazonas e no Rio de Janeiro.

Operação Rota do Norte

A Operação Rota do Norte foi deflagrada para desarticular tanto os braços operacionais quanto os financeiros da facção. A ofensiva incluiu o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados, com apoio de órgãos federais e de forças especializadas no combate ao crime organizado.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Repressão às Organizações Criminosas Organizadas (Draco), Hugo Cardias, o bloqueio representa um duro golpe contra a capacidade operacional da organização criminosa.

“Esse bloqueio representa um duro golpe contra a facção criminosa, especialmente contra o seu braço financeiro. Essa estrutura era responsável por receber recursos provenientes do tráfico de drogas e do tráfico de armas, promovendo a ocultação e a lavagem desses valores para manter o funcionamento da organização”, destacou.

Comércio de armas de guerra

As investigações também apontam que o grupo atuava no comércio de armamentos de guerra, incluindo fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas, equipamentos frequentemente utilizados em confrontos entre facções criminosas.

O grupo utilizava empresas, contas bancárias, veículos de alto valor comercial e outros mecanismos destinados à ocultação patrimonial para dissimular a origem ilícita dos recursos movimentados pela organização criminosa.

Além das prisões, as equipes apreenderam veículos de alto padrão, alguns avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão, além de drogas e armas de fogo encontradas durante o cumprimento dos mandados.

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