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Brasil

Julgamento de Marielle desnuda um RJ comandado pelo crime, diz Freixo

Vereadora foi assessora do então deputado nas investigações da CPI das Milícias. Freixo também era amigo pessoal de Marielle

24/02/2026 18:54, atualizado 24/02/2026 19:32
Hugo Barreto/Metrópoles
Freixo acompanha julgamento de réus acusados de mandar matar Marielle

O ex-deputado federal Marcelo Freixo disse que o julgamento dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco, iniciado nesta terça-feira (24/2), “desnuda” um Rio de Janeiro comandado pelo crime organizado. A declaração ocorreu após ele ser citado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelas defesas dos irmãos Brazão, que estão entre os cinco acusados do crime.

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Ao Metrópoles o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) afirmou que estará presente na sessão de quarta-feira (25/2), que será marcada pelos votos do ministro relator Alexandre de Moraes e dos demais ministros da Primeira Turma.

“O próprio Ronnie Lessa me citou algumas vezes como também alvo desse grupo criminoso. […] Não que ela seja mais importante que qualquer outra pessoa que tenha sido assassinada, mas o homicídio da Marielle ele desnuda um Rio de Janeiro comandado pelo crime. Onde o crime é projeto de poder e onde o crime ocupou espaço nas instituições públicas”, disse Freixo.

Para Freixo, o julgamento de Marielle no STF encerra um ciclo de dor, sendo primordial para que “nasçam novas Marielles”.

“A gente espera que seja um julgamento que dê alguma alternativa ao Rio de Janeiro. Que possa fazer novas Marielles surgirem e não terem medo de surgir. Nada vai trazer Marielle de volta, mas o que a gente espera é que ela seja sempre lembrada e que esses réus sejam condenados e esquecidos ao longo do tempo, porque não merecem ser lembrados”, frisou Freixo.

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Primeira Turma do STF julga o Caso Marielle
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Freixo acompanhou o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) desde a manhã. A ex-vereadora atuou no gabinete do então deputado estadual nas investigações da CPI das Milícias, da qual Freixo foi presidente.

O ex-deputado federal fez questão de cumprimentar os familiares de Marielle ao chegar ao plenário da Primeira Turma.