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Brasil

Caso Marielle: advogado de acusado cita Racionais MC's em julgamento

STF analisa ação penal contra cinco acusados de planejar a morte de Marielle Franco e do motorista Anderson, em 2018

24/02/2026 17:15, atualizado 24/02/2026 22:40
Reprodução/STF
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta terça-feira (24/2), os acusados de serem os mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018, no Rio de Janeiro. Durante a sessão, a defesa de um dos réus citou um trecho da música “Vida Loka, Pt. 1”, do grupo de rap Racionais MC’s, ao sustentar que há uma “rixa” entre o acusado e o delator do caso.

O advogado Igor Luiz Batista de Carvalho, que representa o ex-major da Polícia Militar Ronald Paulo de Alves Pereira, utilizou versos da música “Vida Loka, Pt. 1” para sustentar a tese de que há uma “rixa” entre seu cliente e o delator Ronie Lessa, apontado como executor do crime.

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“Tem uma música que diz: ‘os inimigos não levam flores’. Os inimigos não levam flores, os inimigos levam problemas. Ronnie e Ronald são inimigos”, afirmou o advogado, ao fazer referência à canção do Racionais durante a sustentação oral no STF.

Segundo a defesa, a suposta rivalidade teria como pano de fundo a relação de Ronald com Adriano da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, apontado como chefe do grupo de assassinos profissionais chamado Escritório do Crime. Adriano foi morto em fevereiro de 2020, durante operação policial na Bahia.

Para o advogado, Lessa teria citado Ronald como envolvido no plano para matar Marielle por considerá-lo aliado de Adriano. “Ele mesmo fala: ‘o Ronald é puxa-saco do Adriano’. Ou seja, o Ronald é puxa-saco do meu maior inimigo. Quem me deu um prejuízo milionário?”, questionou.

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A defesa também afirmou que Lessa tinha “pavor” de Ronald, argumento usado para sustentar que não faria sentido os dois participarem juntos de um mesmo plano criminoso.

“O Lessa tinha pavor de ouvir o nome [do Ronald] e pavor de estar no mesmo ambiente. Portanto, ele achava que o Ronald era puxa-saco do Adriano. Como que uma pessoa que é muito próxima de um inimigo vai fazer parte de um plano criminoso com outro inimigo? Isso não faz o menor sentido, excelência”, declarou o advogado.