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Brasil

JBS afirma que "ordem de compra" é jargão do mercado financeiro

Polícia Federal indica que partiram do empresário Wesley Batista — que está preso preventivamente — ordens para aquisição de dólares

15/09/2017 11:30
Rafaela Felicciano/Metrópoles
JBS afirma que “ordem de compra” é jargão do mercado financeiro

A JBS informou, por meio de comunicado, que, em relação ao noticiário sobre suposta ordem de compra de ações, o termo “ordem de compra” se refere a um jargão técnico habitualmente utilizado no mercado financeiro. “É errado, portanto, concluir que ordem de compra de ações esteja relacionada a uma ação mandatória”, afirma a empresa.

A companhia esclareceu, ainda, que “a solicitação da área jurídica ocorreu em 24 de abril, em função da Assembleia Geral de Acionistas, agendada para o dia 28 daquele mês”. Na reunião, segundo o comunicado, “se fazia necessária a posição exata de ações em circulação no mercado e em tesouraria da Companhia para fins de cálculo de distribuição de dividendos”.

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Segundo a Polícia Federal, mensagens de WhatsApp que estavam no celular do empresário Wesley Batista, um dos donos da companhia, indicam que partiram do próprio empresário as ordens para compra de dólares no mercado futuro.

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As conversas pelo aplicativo compõem as provas apresentadas para sustentar que o presidente da JBS, valendo-se de informação privilegiada, lucrou indevidamente nos mercados de câmbio e de ações.

A PF também recuperou um e-mail que confirmaria ter vindo de Wesley Batista — que está preso preventivamente — a ordem para comprar R$ 50 milhões de ações da JBS no mercado. A mensagem foi enviada por Felipe Bianchi em 24 de abril, dia em que a JBS iniciou a recompra de ações da empresa no mercado.