INSS: deputada investigada por fraudes nega ter cometido “ato ilícito”

A deputada federal Maria Gorete Pereira é suspeita de comandar esquema de desvio de consignados. Ela usará tornozeleira eletrônica

atualizado

metropoles.com

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1 de 1 maria-gorete-pereira - Foto: Reprodução

Um dos alvos da Operação Indébito, que investiga a organização criminosa que montou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS – caso revelado pelo Metrópoles -, a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) afirmou, terça-feira (17/3), que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.

Por ordem do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Gorete passará a ser monitorada por meio de tornozeleira eletrônica.

Após a operação, que determinou as prisões do empresário Natjo de Lima Pinheiro e da advogada Cecília Rodrigues Mota, que também seriam “cérebros” do esquema, a assessoria da deputada divulgou nota.

Leia a íntegra:

“A deputada federal Gorete Pereira reitera que não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos.

Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade.

A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão.

O advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.

Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”.

A Polícia Federal (PF) afirmou, em relatório enviado ao STF sobre a Operação Sem Desconto, que Gorete Pereira recebeu propinas milionárias para viabilizar acordos fraudulentos com o INSS.

Na decisão em que autorizou a operação contra a parlamentar, Mendonça citou mensagens interceptadas pela PF nas quais o empresário Natjo de Lima Pinheiro, preso na operação desta terça, diz que Gorete estaria ganhando R$ 1,5 milhão.

Testas de ferro

Os mandados de prisão da Operação Indébito foram para Natjo e para a advogada Cecília Rodrigues Mota. Segundo a apuração, eles atuavam com o apoio de testas de ferro para movimentar os valores.

A ação é um desdobramento da Operação Sem Desconto e tem como foco aprofundar as investigações sobre possíveis irregularidades na inclusão de cobranças indevidas em benefícios previdenciários.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão e outras medidas cautelares, no Distrito Federal e no Ceará.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de inserir dados falsos em sistemas oficiais para viabilizar descontos indevidos em aposentadorias e pensões – prática que pode ter atingido beneficiários em diferentes regiões do país.

Os investigados também são suspeitos de integrar organização criminosa, além de responder por estelionato previdenciário e por ocultação e dilapidação de patrimônio.

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