
Igor GadelhaColunas

Farra do INSS: PF pediu prisão de deputada, mas Mendonça negou
PF pediu prisão de deputada investigada na Farra do INSS, mas André Mendonça autorizou apenas monitoramento por tornozeleira eletrônica
atualizado
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A Polícia Federal (PF) chegou a pedir a prisão da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) com base nas investigações da Operação Sem Desconto, que mira esquema de fraudes no INSS.
O pedido da PF, entretanto, foi negado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No lugar da prisão, ele autorizou o monitoramento da deputada com tornozeleira eletrônica.
Mendonça negou o pedido de prisão da deputada cearense mesmo com o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável à prisão da parlamentar e de outros alvos da operação.
Em sua decisão, o ministro diz que a PGR viu elementos de que ela teria atuado como articuladora política junto a órgãos públicos, além de ter recebido valores por meio de interpostas pessoas e empresas de fachada.
“INDEFIRO, a despeito do entendimento do MPF sobre o tópico, o requerimento de PRISÃO PREVENTIVA formulado contra a Deputada Federal MARIA GORETE PEREIRA. Alternativamente, DETERMINO, em seu desfavor, as seguintes medidas judiciais diversas da prisão (…)”, escreveu Mendonça.
Gorete é suplente de deputada e está no exercício do mandato em razão da licença do deputado Yury do Paredão (MDB-CE). Ela se filou ao MDB em janeiro de 2026, após décadas de filiação ao PL.







