Haddad confirma indicação de Guilherme Mello para diretor do BC

Ministro disse que levou a Lulas nomes para integrar diretoria do BC, sendo um deles o do secretário de Política Econômica da Fazenda

atualizado

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29/1).
1 de 1 O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles, na manhã desta quinta-feira (29/1). - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira (3/2) que indicou o secretário de Política Econômica da pasta, Guilherme Mello, ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar a diretoria do Banco Central (BC).

“Imaginei que pudessem ser nomes apreciados pelo presidente Lula e pelo Banco Central. A escolha não foi feita, se tivesse sido feita, eu diria”, frisou o ministro do governo petista em entrevista à BandNews.

O outro nome mencionado por Haddad é o do economista e professor da faculdade de Cambridge Tiago Cavalcanti.

Como secretário, Mello é responsável pelas projeções macroeconômicas do governo, pela formulação de políticas fiscais e pela análise de cenários econômicos.

Ele tem sido alvo de críticas por parte do mercado financeiro, que vê no auxiliar de Haddad “aspirações petistas” e uma atuação no sentido de flexibilizar a condução mais restritiva da política monetária.

As indicações, conforme mencionado por Haddad, foram realizadas há três meses. Atualmente, o Banco Central tem duas vagas em aberto na diretoria.

Os diretores do Banco Central integram o Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado é responsável por definir a taxa básica de juros da economia, a Selic. O índice tem impacto direto no crescimento econômico.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, taxa que é criticada por Lula, Haddad e já foi questionada por Mello.

Banco Master

O ministro da Fazenda também falou na entrevista sobre o Banco Master, que teve a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. O motivo foram supostas fraudes.

Haddad se disse “perplexo” com o fato de a suposta fraude ter ganhado a proporção que tomou, ao ser questionado se isso teria relação com a eventual influência do dono do Master, Daniel Vorcaro, sobre políticos.

“Isso é papel da polícia investigar. Fico perplexo com o tamanho que o problema assumiu, assumiu uma proporção absurda. Não é normal, não dá para dizer que isso é normal. E eu espero que as investigações aos levem responsáveis. Porque, de fato, é um tombo, está sendo visto como a maior fraude bancária da história”, declarou.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) divulgou que o ressarcimento de garantias cobertas pelo fundo no caso do Master chegam a R$ 40,9 bilhões.

A respeito da investigação do caso Master, Haddad frisou que deve-se buscar, além de responsabilizar os culpados, recuperar o dinheiro que pode ter sido desviado.

“Alguém tem que tomar uma providência de recuperar esse dinheiro, o caminho do dinheiro existe, porque esse dinheiro não desapareceu. Os CDBs foram vendidos, o dinheiro estava no caixa do Master, saiu para onde? O que foi [feito] desse dinheiro? Alguém tem que tomar a providência de rastrear e colocar em pratos limpos o que aconteceu, é muito grave o que aconteceu”, assinalou.

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