Haddad vê sinal positivo do Copom e diz que Galípolo herdou “abacaxi”

ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou a indicação do BC de inicio da flexibilização monetária

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concede entrevista ao Acorda Metrópoles- Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou, nesta quinta-feira (29/1), a indicação do Comitê de Política Monetária (Copom) de inicio da flexibilização monetária. De acordo com ele, essa é uma indicação importante para o mercado financeiro e para todos os brasileiros. 

O ministro afirmou que o objetivo do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é continuar reconstruindo as contas públicas.

“Isso vai permitir que o ciclo de cortes de juros tenha continuidade até que chegue a um patamar adequado”, disse na entrada do Ministério da Fazenda.

Ele destacou, ainda, que a expectativa do governo é que com o corte dos juros, a dívida pública comece a cair, no entanto, é importante não abrir mão da reconstrução da política fiscal do país.

Questionado sobre se esse é o momento certo para iniciar a flexibilização monetária, Haddad disse que se fosse por “Fla-Flu”, a taxa teria caído nessa quarta-feira (28/1), quando o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano.

Apesar disso, o mais importante é a manifestação de que a taxa deve cair na próxima reunião.

“O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirmou o comunicado do colegiado.

Relação com Campos Neto

Com relação ao escândalo do Banco Master, Haddad afirmou que nunca tratou com o banqueiro Daniel Vorcaro.

“Nunca me encontrei com Vorcaro, eu sequer conhecia a imagem dele”, disse.

De acordo com ele, nunca houve diálogo entre o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto e o Ministério da Fazenda para tratar sobre o Master, por mais que, segundo Haddad, o caso fosse de conhecimento do presidente da autoridade monetária.

Ele disse também que soube sobre as carteiras vendidas pelo Master ao Banco de Brasília assim que o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, começou a sua gestão.

“Não houve diálogo do BC com o Ministério da Fazenda antes da posse do Galípolo, logo que ele assumiu percebeu o tamanho do abacaxi”, disse Haddad.

Novos diretores do BC

O ministro também foi questionado sobre a composição da diretoria do BC, que atualmente tem apenas 7 membros, já que dois foram exonerados do cargo no final de 2025.

Haddad disse que Lula já conversou com seus assessores e pessoas de confiança e recebeu indicações. No entanto, não soube dizer se o presidente já havia “batido o martelo”.

O ministro disse que Lula costuma conversar com o mercado financeiro, com economistas e com o próprio candidato antes de decidir pela indicação.

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