Copom mantém taxa de juros em 15% ao ano na primeira reunião de 2026

Taxa Selic foi mantida no mesmo patamar pela quinta vez seguida, em meio a incertezas sobre inflação e condução futura da política monetária

atualizado

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1 de 1 Imagem do edifício-sede do Banco Central do Brasil - Metrópoles - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (28/1), manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 15% ao ano, em decisão unânime entre os membros do colegiado. 

Essa é a quinta reunião consecutiva em que a taxa permanece no mesmo patamar. Os juros estão no maior nível desde 2006.

A manutenção da taxa era esperada pelo mercado financeiro, embora alguns especialistas acreditassem em uma redução. O mercado aposta que o Banco Central só iniciará um ciclo de cortes em março.

A política monetária restritiva teve início em setembro do ano passado, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano.

Decisão do Copom

Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do BC controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo, mas com menos força.

No comunicado, a autoridade monetária avaliou que o ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais, e o ambiente interno está apresentando sinais de moderação na atividade econômica, conforme esperado.

“O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”, afirma o texto.

No entanto, uma mudança de redação deixa o mercado otimista com relação a próxima reunião do comitê. O texto avalia que a estratégia do Copom vai envolver a calibração do nível de juros.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

Entenda a taxa Selic

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic, uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
  • Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula e o mandato do presidente Gabriel Galípolo à frente do BC.

Calendário do Copom

Próximas reuniões em 2026:

17 e 18 de março
28 e 29 de abril
16 e 17 junho
4 e 5 de agosto
15 e 16 de setembro
3 e 4 de novembro
8 e 9 de dezembro

Copom tem dois diretores a menos

Os mandatos dos diretores Renato Dias de Brito Gomes, da Organização do Sistema Financeiro, e Diogo Abry Guillen, da Política Econômica, terminaram em 31 de dezembro de 2025, ou seja, o Copom está com dois diretores a menos.

A Warren Investimentos já considerava o risco de qualquer guinada na condução da política monetária é baixo em função da composição.

A expectativa é que o inicio da flexibilização monetária aconteça quando o comitê for inteiramente composto por indicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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