À espera de Copom, mercado prevê manutenção da Selic

Economistas veem chance de sinalização para início de ciclo de cortes em março, quando haverá nova reunião do colegiado do Banco Central

atualizado

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Fachada do prédio do Banco Central BACEN MetrópolesA
1 de 1 Fachada do prédio do Banco Central BACEN MetrópolesA - Foto: LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova

O Comitê de Política Monetária (Copom) está reunido desde as 10h09 de terça-feira (27/1) para deliberar sobre a taxa básica de juros, a Selic. Enquanto isto, o mercado, majoritariamente, acredita em uma manutenção do índice, que está atualmente em 15%.

Apesar de aguardar uma manutenção da Selic, há parte do mercado que prevê que o Copom alivie o tom quanto às perspectivas para os próximos encontros, abrindo espaço para que haja o início de um ciclo de redução na taxa a partir de março.


Entenda o que é o Copom

  • O Comitê de Política Monetária é o órgão do Banco Central responsável por definir a taxa básica de juros da economia, a Selic.
  • O grupo usa a Selic para controlar a inflação, quando ela sobe demais, os juros aumentam; quando está baixa, há espaço para reduzir.
  • O Copom é formado pelo presidente do Banco Central e pelos diretores da instituição, especializados em áreas como política econômica e regulação.
  • O colegiado se reúne a cada 45 dias para analisar dados da economia, como inflação, câmbio, atividade e cenário internacional, antes de votar a taxa.

O tom duro relatado não é um exagero. A ata da última reunião do Copom, divulgada em 16 de dezembro do ano passado, enfatizou, inclusive, a possibilidade da retomada do ciclo de alta.

“O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, dizia trecho da ata.

Analistas da XP Investimentos estão entre os que consideram a manutenção do índice em janeiro, mas que estamos mais próximos do início de um ciclo de redução na Selic de agora em diante.

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Movimentação na porta do Banco Central
Entrada do Banco Central
Sede do Banco Central, em Brasília
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
Integrantes do Copom, na primeira reunião sob a gestão de Gabriel Galípolo
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Integrantes do Copom, na primeira reunião sob a gestão de Gabriel Galípolo

Raphael Ribeiro/Divulgação BC
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo

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“Os economistas da XP projetam que o ciclo de cortes se inicie ainda neste primeiro trimestre, com a taxa básica de juros chegando a 12,50% ao final de 2026”, informa comunicado da instituição.

O Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval está entre os que aguardam uma manutenção da Selic em 15%, mas “sem sinalização explícita” para um corte em março deste ano.

O economista-chefe da Blue3 Investimentos, Roberto Simioni, entende que haverá manutenção nesta quarta-feira (28/1), mas considera a oportunidade de um corte de 0,25 ponto percentual no próximo encontro do colegiado de diretores do Banco Central (BC).

As projeções que desenvolvemos para o Brasil em 2026, permite projetar uma Selic iniciando um ciclo que corte (a princípio em março) em 0,25% reduzindo para 13,25% ao final de 2026″, considera Simioni.

Controle da inflação

O principal intuito da Selic é o controle da inflação. A elevação da taxa básica de juros funciona como uma espécie de freio ao consumo. Isto acontece porque juros elevados costumam reduzir a disposição na tomada por empréstimos, e por tabela a circulação de dinheiro e o consumo. A menor demanda por produtos serve para influenciar a redução nos preços e baixar a inflação.

“A obrigação do Banco Central é usar a taxa de juros (Selic) para perseguir a meta de inflação. O comando legal me dado foi esse: ‘você tem esse instrumento para perseguir a meta de inflação”, frisou o presidente do BC, Gabriel Galípolo à imprensa no fim de novembro passado.

A inflação de 2025 ficou em 4,26%, portanto, acima do centro da meta, que é de 3%. No entanto, o índice está dentro do intervalo de tolerância (1,5% a 4,5%), que considera aceitável um índice 1,5 ponto percentual maior ou menor do que o centro da meta.

A inflação de janeiro será divulgada em fevereiro. A prévia do indicador, o IPCA-15, divulgado na terça, revelou aceleração de 0,20% em janeiro, resultando em um acumulado nos últimos 12 meses equivalente a 4,5%.

A visão do Banco Central

Entre os vários detalhes do cenário analisado para deliberar a Selic, o Copom tem destacado nas atas o mercado de trabalho, o consumo das famílias e o crescimento do setor de serviços, indicadores que ainda não apresentam arrefecimento mais expressivo.

O Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central, divulgado em 18 de dezembro passado, indica que o órgão enxerga uma desaceleração na atividade econômica, no entanto, ainda vê o mercado de trabalho aquecido.

“O mercado de trabalho permanece aquecido, com desemprego baixo e rendimento real em alta, embora se observem sinais de arrefecimento da ocupação”, diz trecho do relatório.

Os próximos dados do Caged devem sair no fim desta semana. O resultado da reunião do Copom será conhecido no fim da tarde desta quarta.

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