
Igor GadelhaColunas

Banco Master: Haddad defende “autossaneamento” do STF e elogia Fachin. Vídeo
Em entrevista ao Metrópoles, o ministro Fernando Haddad defendeu a autocontenção como solução para crise de confiabilidade do STF
atualizado
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Em meio a revelações sobre relações pouco ortodoxas de ministros do STF com envolvidos no caso do Banco Master, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta-feira (29/1) um “autossaneamento” da Corte.
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Haddad apontou que instituições com o dever de “fiscalizar e punir” precisam de “procedimentos internos” para “dar clareza ao que está acontecendo” e reagir a ameaças à sua reputação.
“Quando você está falando dessas instituições, que têm o dever de fiscalizar, de punir, tem que haver um procedimento interno de dar clareza ao que está acontecendo para a sua própria sustentabilidade e legitimidade. É assim que as instituições no mundo procedem. Quando há alguma ameaça de manchar a reputação de alguma instituição, ela tem que ter mecanismos internos de saneamento, seja quem for. Quantos policiais, às vezes, são demitidos das corporações — militar, civil, auditor. Eu dava o exemplo da máfia do ISS: quantos auditores não foram presos? E tinha gente que dizia: ‘O Haddad vai acabar com a carreira’”, afirmou.
Haddad apontou a iniciativa do Banco Central de abrir um procedimento interno para verificar possíveis irregularidades na atuação do BC no caso Master como um bom exemplo a ser seguido.
“Quando isso acontece em uma instituição, qualquer que seja, vou fazer a referência que está sendo dada pelo próprio Banco Central. O BC anunciou a abertura de um procedimento interno para verificar se houve alguma falha de procedimento em relação ao seu próprio corpo de servidores. É assim que uma instituição deve agir”, disse.
Elogios a Fachin
O ministro da Fazenda ainda defendeu o atual presidente do STF, Edson Fachin. Haddad disse que a Corte está “nas mãos da pessoa certa” e avaliou que o magistrado conseguirá dar uma resposta “de maneira adequada”.
“Nós não podemos temer o autossaneamento de uma instituição, em nenhuma hipótese. Eu acredito que a instituição está nas mãos de uma pessoa correta, que é o Fachin”, disse.
Haddad defendeu, contuddo, que esse processo de autosaneamento precisa “ser feito com cuidado, para não sair dos trâmites da busca da Justiça, da verdade e da responsabilização, se for o caso”.
“Eu acredito que o presidente Fachin está com o melhor ânimo para dar uma resposta a isso de maneira adequada. Não é só o Supremo. Isso tem que valer para todas as instituições”, disse.
Ainda na entrevista, Haddad afirmou que o Supremo pode sair maior dessa crise se reagir da forma corrte. “O STF pode sair grande se reagir com altivez”, afirmou o chefe da equipe econômica.







