Genial/Quaest: Eduardo Paes venceria 1º e 2º turnos para governo do RJ
Paes bateria o presidente da Alerj, Douglas Ruas, e os ex-governadores Antony Garotinho e Wilson Witzel, além de outros pré-candidatos
atualizado
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Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27/4) apresenta as intenções de voto do eleitor para o governo do Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral do país. O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) indica fôlego nesta pré-campanha e lidera todos os cenários de primeiro e segundo turnos, na mostra estimulada.
Paes venceria Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e os ex-governadores Antony Garotinho e Wilson Witzel, além de outros pré-candidatos.
Confira os números do 1º turno:
- Eduardo Paes (PSD): 34%
- Douglas Ruas (PL): 9%
- Antony Garotinho (Republicanos): 8%
- Wilson Witzel (DC): 3%
- William Siri (PSol): 2%
- André Marinnho (Novo): 1%
- Cyro Garcia (PSTU): 1%
- Julioete Pantoja (UP): 1%
- Rafael Luiz (Missão ); 1%
- Luiz Monteiro (PCO): 0%
- Indecisos: 29%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 20%
Na simulação de segundo turno, Paes mantém a vantagem. A Quaest/Genial avaliou apenas o cenário em que o ex-prefeito enfrentaria seu, até agora, principal opositor, Douglas Ruas. Eis o resultado:
- Eduardo Paes: 49%
- Douglas Ruas: 16%
- Indecisos: 16%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 19%
Senado
Para o Senado, a sondagem mostra empate técnico entre o ex-governador Cláudio Castro (PL), com 12%, e a ex-governadora Benedita da Silva (PT), com 10%. Nas eleições de 2026, o eleitor poderá escolher dois senadores.
No quesito aprovação/avaliação do governo do estado, Cláudio Castro é desaprovado por 47% da população fluminense, enquanto 35% o aprovam. Seu governo foi avaliado negativamente por 36% da população, regular por 32% e positivamente por 23%.
Instabilidade institucional e jurídica
A primeira pesquisa da Genial/Quaest sobre a eleição no Rio vem em um momento de instabilidade institucional e jurídica no estado. Em março, o ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo pouco antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade por oito anos, devido a abusos de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Com a saída de Castro e o esvaziamento da linha sucessória — que incluiu a renúncia do vice-governador Thiago Pampolha em 2025 e a cassação do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar —, o governo estadual passou a ser exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro.
Atualmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa se a eleição para o mandato-tampão até o fim do ano ocorrerá de forma direta (pelo povo) ou indireta (pela Assembleia Legislativa).
Enquanto o Judiciário define o futuro imediato do Palácio Guanabara, as forças políticas já se reorganizam para o pleito regular de outubro de 2026.
O levantamento ouviu 1,2 mil pessoas com 16 anos ou mais por meio de entrevistas domiciliares entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-02588/2026.

