Flávio Bolsonaro reage após veto da UE às carnes brasileiras
Por meio da rede social X, senador afirmou que setor agropecuário brasileiro voltará a ser respeitado caso a direita retorne ao Planalto
atualizado
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O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reagiu, neste domingo (7/6), à decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco europeu.
Em publicação no X, o parlamentar afirmou que a medida representa “mais um problema do Lula” e disse que pretende reverter o cenário caso a direita volte ao comando do país em 2027.
“Pelo visto, mais um problema do Lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados!”, escreveu o senador na rede social
A decisão da Comissão Europeia foi oficializada na última sexta-feira (5/6). O bloco europeu excluiu o Brasil da relação de países considerados aptos a cumprir as exigências sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.
Segundo o documento europeu, o governo brasileiro não apresentou as informações necessárias para comprovar que o sistema produtivo nacional atende às regras adotadas pela UE para o controle do uso desses medicamentos na pecuária.
Com a medida, o Brasil ficará impedido, a partir de 3 de setembro, de exportar para os países do bloco produtos como carne bovina, de frango, de peixe e de cavalo, além de mel e tripas utilizadas pela indústria alimentícia.
Risco de perdas no agronegócio brasileiro
O país foi o único integrante do Mercosul atingido pelas novas restrições. Argentina, Paraguai e Uruguai permaneceram na lista de nações autorizadas a exportar os produtos para a UE.
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) indicam que o mercado europeu importou, em 2025, cerca de 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros do segmento, movimentando US$ 1,8 bilhão, o equivalente a aproximadamente R$ 9,3 bilhões.
A avaliação do setor é de que as perdas podem alcançar esse patamar anual caso o veto seja mantido, podendo colocar em risco quase US$ 2 bilhões em vendas anuais do agronegócio brasileiro.