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Brasil

Família cria vaquinha para tratar câncer do filho do indigenista Bruno

O filho do indigenista morto em junho do ano passado foi diagnosticado com um neuroblastoma estágio 4

04/01/2024 20:45, atualizado 05/01/2024 13:38
Reprodução
Imagem colorida mostra filho do indigenista Bruno Pereira, morto em junho do ano passado - Metrópoles

A família do indigenista Bruno Pereira, morto a tiros em junho de 2022, iniciou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Vakinha para arrecadar fundos ao tratamento de Pedro Pereira, 5 anos, filho do ativista. A criança foi diagnosticada com um neuroblastoma estágio 4 — câncer infantil que cresce em partes do sistema nervoso.

Família cria vaquinha para tratar câncer do filho do indigenista Bruno - destaque galeria
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A morte de Bruno Pereira foi causada, segundo os peritos, por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, “que ocasionaram lesões no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”
Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos
Pedro Pereira, 5 anos, filho do ativista Bruno
Segundo Pelado, a perseguição à lancha na qual Bruno e Dom estavam durou cerca de 5 minutos. Jeferson Lima, outro envolvido no crime, teria atirado contra Bruno, que revidou com tiros
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Segundo Pelado, a perseguição à lancha na qual Bruno e Dom estavam durou cerca de 5 minutos. Jeferson Lima, outro envolvido no crime, teria atirado contra Bruno, que revidou com tiros

Divulgação/Funai
A morte de Bruno Pereira foi causada, segundo os peritos, por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, “que ocasionaram lesões no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”
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A morte de Bruno Pereira foi causada, segundo os peritos, por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, “que ocasionaram lesões no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro)”

Funai/Divulgação
Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos
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Bruno era considerado um dos indigenistas mais experientes da Funai. Ele dedicou a carreira à proteção dos povos indígenas. Nascido no Recife, tinha 41 anos. Ele deixa esposa e três filhos

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Pedro Pereira, 5 anos, filho do ativista Bruno
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Pedro Pereira, 5 anos, filho do ativista Bruno

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Hoje, a luta do menino é para que a doença não se espalhe. O garoto precisa de um medicamento usado a esse fim. Porém, além de ser caro, o remédio não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Até o momento, o esforço arrecadou R$ 16.205,89 e conta com 72 apoiadores ativos. A meta é alcançar R$ 2 milhões.

Quem é Bruno Pereira

Em junho de 2022, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Philips desapareceram na região do Vale do Javari, na Amazônia. Pouco tempo depois, a polícia local encontrou remanescentes humanos na região, mas, antes que pudessem ser analisados, o Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, confessou envolvimento no crime, junto com o irmão Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos.

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De acordo com a Polícia Federal (PF), a dupla matou os ativistas a tiros, queimou os corpos e os enterrou. As duas vítimas haviam se desentendido com o grupos que faziam pesca ilegal na região, que é o segundo maior território indígena do país e na qual há diversos conflitos envolvendo tráfico de drogas, garimpo ilegal e roubo de madeira.

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