PF: Bruno Pereira teria atirado 5 vezes após ser baleado no Amazonas

Segundo o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, a arma do indigenista não foi encontrada pela força-tarefa

atualizado 22/06/2022 17:05

Divulgação/Polícia Federal

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Eduardo Fontes, disse, em entrevista à Rádio Gaúcha na terça-feira (21/6), que as investigações sobre as mortes de Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips indicam que o indigenista brasileiro chegou a dar cinco tiros após ser baleado pela primeira vez. Ambos desapareceram em 5 de junho e, 11 dias depois, os corpos foram achados na região do Vale do Javari.

A informação consta em depoimentos dos suspeitos do crime colhidos pela PF. Segundo o superintendente, a arma que Bruno teria usado foi perdida no rio. Após ser baleado pela segunda vez, o indigenista teria perdido o controle da lancha em que estavam, e a pistola de Bruno teria caído na água e não foi encontrada. Ele tinha porte de arma.

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Dom e Bruno foram mortos por armas de caça, segundo a perícia. Esses armamentos também teriam sido descartados no rio. Estão presos três suspeitos do crime: Amarildo Oliveira, que admitiu ser autor dos disparos; Jefferson da Silva Lima, também um assassino confesso; e Oseney Oliveira, irmão de Amarildo, que nega o envolvimento nos assassinatos.

Outros cinco nomes foram identificados e são acusados de ajudar na ocultação dos cadáveres.

Bruno recebeu dois tiros no abdômen e um na cabeça. Dom também levou tiros no tórax. A previsão é que os corpos sejam liberados ainda nesta semana.

Veja a cronologia dos fatos a partir do desaparecimento da dupla:

  • 5 de junho (domingo): Dom e Bruno viajavam juntos para que o jornalista realizasse entrevistas para um livro que escrevia, sobre a preservação da Amazônia. Eles foram vistos pela última vez na comunidade ribeirinha São Rafael, pela manhã, e saíram em direção ao município de Atalaia do Norte. O caminho pelo rio Itaquaí duraria cerca de duas horas. No mesmo dia, as equipes de vigilância indígena da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) fizeram as primeiras buscas, sem resultados.
  • 6 de junho (segunda-feira): Univaja emite comunicado oficial em que informa o desaparecimento. A operação começa a ser montada com equipes da Marinha, da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e do Exército.
  • 8 de junho (quarta-feira): a força-tarefa prende o primeiro suspeito de envolvimento no crime, o “Pelado”.
  • 12 de junho (domingo): uma semana depois do desaparecimento, mochilas com os pertences pessoais das vítimas foram encontradas. A polícia já havia encontrado, também, vestígios de sangue no barco de Pelado.
  • 14 de junho (terça-feira): Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Santos” e irmão de Amarildo, é o segundo preso sob suspeita de também estar envolvido no desaparecimento.
  • 15 de junho (quarta-feira): depois de fazer uma reconstituição do caso junto a Amarildo, a força-tarefa anuncia ter encontrado “remanescentes humanos” que, mais tarde, seriam confirmados como os corpos de Dom e Bruno.
  • 16 de junho (quinta-feira): corpos chegam a Brasília para realização de perícia e confirmação de identidade.
  • 18 de junho (sábado): polícia prende terceiro suspeito, Jeferson da Silva Lima, conhecido como Pelado da Dinha. PF afirma que “os executores agiram sozinhos, não havendo mandante nem organização criminosa por trás do delito”.
  • 19 de junho (domingo): polícia informa ter identificado outros cinco suspeitos que teriam atuado na ocultação dos cadáveres.

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