Ex-assessora de Lira exercia controle em indicações de emendas desviadas, diz PGR

Segundo Gonet, Mariângela Fialek atuava para beneficiar organização criminosa com recursos públicos. PGR citou depoimentos coletados pela PF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Pablo Valadares/Agência Câmara
Imagem colorida de Mariangela Fialek - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Mariangela Fialek - Metrópoles - Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou, com base em depoimentos coletados pela Polícia Federal (PF), que a ex-assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), alvo de operação nesta sexta (12/12), atuava na função de controle de “indicações desviadas de emendas decorrentes do orçamento secreto” para beneficiar uma organização criminosa “voltada à prática de desvios funcionais e crimes contra a administração pública e o sistema financeiro nacional”.

A funcionária da Câmara que foi alvo de mandados de busca e apreensão em casa e no trabalho é Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, atualmente lotada na Liderança do Partido Progressista na Casa. O celular dela foi apreendido na operação deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Gonet disse ainda que o pedido da PF está “encorporado com significativos elementos, materializados em diversos depoimentos e análises policiais, sugestivos da atuação ilícita da requerida Mariângela Fialek”.

Embora esteja lotada na Liderança do PP na Câmara, Mariângela ainda trabalha com a liberação de emendas, agora assessorando Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara. Ela segue exercendo o mesmo papel que tinha com Lira e é considerada uma especialista no tema.

“O histórico de cargos estratégicos e os achados dos dados telemáticos confirmam as hipóteses levantadas, especialmente em decorrência das fortes evidências ancoradas nas citadas planilhas/tabelas armazenadas em nuvem, igualmente comprobatórias do papel crucial da investigada na alocação de emendas e distribuição de recursos”, escreveu Gonet.

O procurador-geral da República foi consultado nos autos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, relator de processos relacionados a emendas parlamentares, antes de ser autorizada a deflagração da operação.

Operação

O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) não é alvo da operação, que cumpriu mandados na Câmara dos Deputados. A ação é um desdobramento de investigação que contou com depoimentos de outros deputados, como Glauber Braga (PSol-RJ), José Rocha (União-BA), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), além do senador Cleitinho (Republicanos-MG).

Os parlamentares foram ouvidos por agentes federais que investigam a liberação e o desvio de emendas parlamentares no âmbito do Orçamento Secreto, em um montante total de R$ 4,2 bilhões.

Batizada de Transparência, a ação policial tem como objetivo apurar irregularidades na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

Em nota enviada Metrópoles, a defesa da assessora Mariangela Fialek, alvo de operação da Polícia Federal, afirma que ela “não cometeu nenhuma irregularidade funcional ou criminal” e que sua atuação na Câmara dos Deputados era e”estritamente técnica, apartidária e impessoal”.

Além disso, os advogados argumentaram que o objetivo da medida realizada nesta sexta-feira (12/12) “era de acessar informações relacionadas à função que exerce na Câmara dos Deputados, relativas às indicações, por deputados, de verbas de emendas”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?