Emendas: para reverter crise, líder diz que governo liberará R$ 6,4 bi
O montante de R$ 6,4 bilhões em emendas a serem pagas neste ano se dividem entre emendas de comissão e emendas de bancada

O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a Advocacia-Geral da União (AGU) trabalha em uma portaria que permitirá o pagamento de R$ 6,4 bilhões em emendas até o fim do ano. O instrumento ficará pronto entre esta segunda (9/12) e terça-feira (10/12).
A fim de destravar votações e aliviar a tensão no trato com o Congresso, o governo federal planeja liberar R$ 4,1 bilhões em emendas de comissão e R$ 2,3 bilhões em emendas de bancada. O montante será liberado ainda neste ano.

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Ver todasMais cedo, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a AGU irá fazer uma “interpretação com força executória” do que se extrai da decisão do STF. “A Secretaria do Tesouro, como executor, e os outros órgãos do governo vão executar na linha do que foi decidido, do que foi interpretado pela AGU”, destacou.
A indefinição em torno da liberação ou não das emendas parlamentares está travando a discussão de propostas de interesse do Palácio do Planalto, como é o caso do pacote de revisão de gastos públicos, apresentado pela equipe econômica de Lula.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO pacote, composto por um PLP, um projeto de lei (PL) e uma proposta de emenda à Constituição (PEC), segue paralisado na Câmara dos Deputados enquanto os líderes discutem a liberação dos recursos indicados por deputados e senadores.
Na semana passada, as urgências do PL e do PLP foram aprovadas com uma pequena margem, o que demonstrou a fragilidade na articulação do governo Lula para conseguir apoio para votação do mérito das propostas.
O Metrópoles conversou com parlamentares que indicaram que o Congresso Nacional não irá votar nada até que a questão das emendas parlamentares seja solucionada. Entretanto, outros destacam que, se tiver “vontade política”, o Legislativo irá avançar com a pauta de revisão de gastos, que pretende economizar cerca de R$ 70 bilhões em dois anos.
A execução dos recursos estava travada por determinação do ministro Flávio Dino, em decisão que foi referendada pelo plenário do STF. Após um longo período de negociações e a aprovação de um projeto de lei complementar (PLP), o magistrado autorizou a retomada dos pagamentos.
Dino, entretanto, estabeleceu critérios para reforçar a transparência, a rastreabilidade e o controle público da origem à destinação dos recursos. As emendas Pix, por exemplo, somente serão liberadas com a devida apresentação do plano de trabalho prévio.
Ainda assim, a crise entre os poderes não chegou ao fim, já que as regras firmadas pelo STF desagradaram os parlamentares. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu que o ministro reconsiderasse as determinações, mas ele rejeitou o pedido.



